Resenhas

Tommy Johansson cria versão heavy metal do hit I Want It That Way, do Backstreet Boys
Tommy Johansson, multi-instrumentista e ex-guitarrista do Sabaton, criou uma versão heavy metal do hit I Want It That Way, do Backstreet Boys. A faixa saiu em abril de 1999 como principal single do álbum Millennium, terceiro registro de estúdio da boy band. Além da performance instrumental e vocal, a versão roqueira teve gravação, arranjo, produção, mixagem e masterização de Tommy Johansson. Confira: Além de seu canal no YouTube, que é repleto de versões e covers, Tommy Johansson se empenha em criar material para sua banda, Majestica, que lançou seu novo disco, Power Train, no dia 07 de fevereiro de 2025 pelo selo alemão Nuclear Blast. Power Train, que está disponível em CD, vinil colorido e digital (download e streaming), teve a produção da própria banda, mixagem de Jonas Kjellgren e arte da capa de Jan Yrlund/Darkgrove. Além de Tommy Johansson (guitarra, vocal), o Majestica conta com Petter Hjerpe (guitarra), Chris David (baixo) e Joel Kollberg (bateria). Track listing de Power Train: “Power Train”“No Pain, No Gain”“Battle Cry”“Megatrue”“My Epic Dragon”“Thunder Power”“A Story In The Night”“Go Higher”“Victorious”“Alliance Anthem” Via: RockBizz

Alice Cooper vai relançar Along Came A Spider e Welcome 2 My Nightmare em vinil
O mestre do shock rock, Alice Cooper, vai relançar Along Came A Spider (2008) e Welcome 2 My Nightmare (2011) em vinil no dia 10 de julho. Para quem curte o material físico é um boa nova, já que ambos os álbuns estão fora de catálogo em vinil há mais de uma década. O relançamento de Along Came A Spider será bem especialmente, visto que contará com a arte original, não utilizada na edição original em vinil, estritamente limitada, de 2008. Along Came A Spider, que é o décimo oitavo registro de estúdio solo de Cooper, terá três faixas bônus – Shadow Of Yourself, I’ll Still Be There e Salvation (versão acústica). Welcome 2 My Nightmare vai além pois contará com sete faixas bônus – Under The Bed, A Bad Situation, We Gotta Get Outta This Place, Flatline, Poison (Live at Download Festival), No More Mr. Nice Guy (Live at Download Festival) e The Black Widow (Live at Download Festival). Alice Cooper promete divulgar mais detalhes sobre os relançamentos como preço no futuro próximo. Aguardemos porque tem coisa boa vindo por aí. Via: RockBizz

Dream Theater emociona gerações ao trazer o final da tour de 40 anos para São Paulo
Após passar pelo sul asiático — com apresentações na Índia, Coreia do Sul e Austrália — o Dream Theater escolheu a América Latina para encerrar sua turnê de 40 anos. E São Paulo recebeu um dos últimos capítulos dessa celebração histórica no último dia 9 de maio, no Vibra São Paulo. O palco trouxe toda a atmosfera sombria de “Parasomnia”, álbum mais recente da banda, inspirado em distúrbios do sono, pesadelos e experiências perturbadoras da mente humana. O cenário incluía referências cinematográficas e elementos macabros — até mesmo a famosa cama de “O Exorcista” fazia parte da ambientação — enquanto James LaBrie comandava a apresentação com um pedestal decorado por caveiras. O espetáculo, tratado pela própria banda como um “An Evening With” (Uma Noite com), foi uma verdadeira maratona progressiva de aproximadamente três horas, passando por diferentes eras da carreira e entregando exatamente aquilo que os fãs esperavam de uma celebração de quatro décadas. O Ato I foi totalmente dedicado ao novo álbum “Parasomnia”, executado na íntegra. Diferente da apresentação realizada em 2024, desta vez os telões do Vibra São Paulo foram utilizados plenamente, ampliando ainda mais a imersão visual e narrativa do show. Já o Ato II mergulhou de cabeça nos clássicos. Faixas como “The Enemy Inside” e “A Rite of Passage” incendiaram o público, mas alguns momentos tiveram impacto especial. Quando “Through My Words” começou apenas com James LaBrie e Jordan Rudess no palco, o público assumiu os vocais praticamente sozinho, preparando terreno para uma emocionante execução de “Fatal Tragedy”. Em seguida veio a pesada “The Dark Eternal Night”. Um dos pontos altos da noite aconteceu durante “Peruvian Skies”, que ganhou um medley surpreendente com trechos de “Wish You Were Here”, do Pink Floyd, além de “Wherever I May Roam” e “Nothing Else Matters”, do Metallica. “Take the Time” também reservou surpresas, incorporando trechos de “Tom Sawyer”, do Rush, além de contar com Mike Portnoy assumindo os vocais no verso inicial da música. O encerramento veio com a faixa mais aguardada da noite: “A Change of Seasons”. Mesmo com seus 23 minutos de duração, a composição segue como um dos momentos mais emocionantes e emblemáticos da história do Dream Theater. Escrita por Mike Portnoy após o trágico acidente aéreo que tirou a vida de sua mãe, a música ganhou uma carga emocional ainda maior nesta turnê comemorativa. E existe um sentimento inevitável entre os fãs: esta pode ter sido uma das últimas — ou até mesmo a última — vez que a banda execute esse clássico ao vivo em uma grande turnê. Quem presenciou o momento no Vibra São Paulo certamente recebeu um presente inesquecível. Agora, o Dream Theater segue para seus dois compromissos finais no Brasil, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, antes de finalmente encerrar a longa jornada da turnê e partir para um merecido descanso após celebrar 40 anos como um dos maiores nomes da história do metal progressivo. Confira o serviço dos últimos dois shows: 10/05 – Rio de Janeiro/RJ (Vivo Rio) Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro Abertura da casa: 18h Horário do show do Dream Theater: 20h 12/05 – Belo Horizonte/MG (BeFly Hall) Local: BeFly Hall (Av. Nossa Sra. do Carmo, 230 – Savassi, Belo Horizonte) Abertura da casa: 18h30 Horário do show do Dream Theater: 20h30 Fotos: Heitor Mota Texto: Editorial Sempre um Rock Setlist: https://www.setlist.fm/setlist/dream-theater/2026/vibra-sao-paulo-sao-paulo-brazil-5b4c77d0.html

Bangers Open Air faz os outros festivais parecerem o churrasco da firma
Duas semanas se passaram desde que a nação de camisas pretas se encontrou em São Paulo para o seu aguardado compromisso anual com o “brabo” festival Bangers Open Air, e a ressaca ainda parece difícil de ser superada. Ao mesmo tempo, oitenta por cento dos ingressos antecipados para a edição de 2027 já foram vendidos, segundo informações do próprio festival, o que constitui evidência da confiança estabelecida com o público. Mas, para todos os efeitos, o que faz esse festival ser especial? Hospedado mais uma vez no Memorial da América Latina, o festival chegou à sua quarta edição em 2026, sendo a segunda já sem o nome e a curadoria do alemão Summer Breeze. Todavia, se restavam dúvidas quanto à capacidade da equipe organizadora de caminhar com as próprias pernas e manter o alto nível de qualidade estabelecido em 2023 e 2024, essas dúvidas vão se dissipando à medida que o Bangers vai ganhando corpo e estabilidade a cada nova edição. Felizmente, as premissas continuaram as mesmas: fazer um festival de metal em escala menor, mas nos moldes dos melhores do mundo, como Wacken, Hellfest, Graspop e o próprio Summer Breeze. Isso significa romper drasticamente com o enfadonho modelo brasileiro de “festival” de 6 bandas, com os mesmos headliners de sempre, filas intermináveis, pão com salsicha seca por 50 reais e um clima que mais parece um medíocre jogo de futebol do que um grande evento de heavy metal. Em suma, o público brasileiro não precisa mais se conformar com um produto inferior e ainda bater palmas, visto que nós também merecemos o melhor. Cada um pode ter o seu favorito, claro, mas ninguém poderá negar que a atmosfera do Bangers é diferente. Se em outros eventos a melhor parte acaba sendo tomar cerveja e comer churrasquinho do lado de fora até o último minuto, no Bangers a folia começa cedo. Os shows simultâneos para escolher durante o dia todo, a excelente oferta de comida e bebida com preços adequados, as lojinhas que fazem qualquer headbanger querer largar o salário do mês, o jingle promocional do evento, o aspecto visual e as diversas ativações extras que conversam com o universo do metal, tais como cultura medieval, tatuagens e filmes de terror, ajudam a criar essa experiência diferenciada. Para quem quer acelerar no goró, o destaque são as várias versões de hidromel e do whisky Jack Daniels, que mantém parceria longeva com o festival, um gol de placa da organização. Para quem quer um pouco de conforto (e quem não quer?), tem água de coco no bar, pontos de hidratação com água potável gratuita, áreas com sombra, banheiros limpos sem filas e um galpão com ar condicionado. E a melhor notícia é que o evento ocorre ao lado de uma estação de metrô na região central de São Paulo e termina pontualmente às 22h, uma maravilha para a mobilidade. Aliás, com sua logística facilitada e layout de espaços distribuídos, o Memorial segue disparado como a melhor escolha possível na cidade. Outro acerto da organização foi abandonar a ideia de fazer um terceiro dia de festival. Essa ideia surgiu em 2024, mas em plena sexta-feira e com um lineup visivelmente mais fraco do que os outros dias. Não emplacou! Em 2025, a sexta-feira foi reduzida a um pré-festival com condições especiais, e em 2026 foi transferida para o clube Audio, o que parece ser o formato mais apropriado. Por outro lado, em 2026 houve a intenção consciente de encher o festival desde a primeira hora, com a escalação de boas bandas para abrir os dois dias, e o resultado esperado foi atingido. Apesar de tantos pontos de destaque positivo, sempre há oportunidades de melhoria. O merchandising oficial não teve bom planejamento de estoque em 2026 e precisa ser revisto, pois várias camisas licenciadas esgotaram muito cedo. A venda de comidas e bebidas mudou de cashless para pagamento a cada item, o que aumentou as filas desnecessárias em relação aos outros anos. Além disso, a produção poderia avaliar a colocação de alguns banheiros próximos aos bares dos palcos principais e o retorno do stand de comida alemã (que sumiu em 2025), um dos mais interessantes para a experiência do evento. Por fim, vamos às bandas. O grande trunfo do Bangers sobre outros eventos é ser um festival de heavy metal, de verdade mesmo. Isso significa trazer bandas de estilos diversificados, sem baboseira de “dia temático”, além de priorizar as bandas que estão no auge e vêm dominando o circuito principal do metal global na última década. É a primeira vez que o público brasileiro tem a felicidade de poder ver gigantes como In Flames, Arch Enemy e Within Temptation (segunda vez), acostumadas a serem co-headliners para 80 a 120 mil pessoas nos maiores festivais open air, tocando em seu habitat natural, ao invés de palcos secundários ou biroscas xexelentas na noite de terça-feira. Além dos headliners, o lineup é abrilhantado por superestrelas em ascensão como Jinjer, revelações bacanudas como Lucifer, bandas divertidas como Amaranthe, Feuerschwanz e Visions of Atlantis (um dos grandes destaques do festival, mesmo tocando ao meio-dia) e bandas cult como Nevermore, sem esquecer de valorizar a cena nacional. Para mais detalhes sobre os shows, veja nossa resenha de sábado aqui e de domingo aqui. Para que o Bangers continue sendo o “brabo”, essa premissa não pode se esvaziar. A produção não pode cair na tentação de agendar bandas batidas e supervalorizadas artificialmente, nomes que têm o contato facilitado por antigas panelas de produtores brasileiros, ou chorumelas afins. Ou seja, deve continuar conectado ao circuito global, praticando as lições aprendidas com o Summer Breeze e rechaçando as velhas práticas tão comuns no circuito nacional, pois seu sucesso está exatamente em fazer diferente. A verdade é que, se todas as premissas forem mantidas, o Bangers vai continuar fazendo outros eventos parecerem o churrasco da firma. Via: RockBizz

Steve Harris conta que o Iron Maiden assustou muito Brian May (Queen) no Rock In Rio 1985
Em janeiro de 1985, o Brasil estava começando tomar outro rumo social, político e cultural; a parte do entretenimento ficou a cargo da primeira edição do incrível Rock in Rio. No lineup tinha nomes de peso como Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Queen, Scorpions, AC/DC e Whitesnake. Durante entrevista à revista Classic Rock, Steve Harris contou que o Iron Maiden assustou muito Brian May (Queen) no Rock In Rio 1985. “Não vou citar nomes! Mas havia muita coisa acontecendo, com as bandas principais preocupadas que você fosse se sair melhor do que elas. Eu sempre achei que você deveria desistir se estiver preocupado com as bandas de abertura”. “Qualquer banda que nos abra, o trabalho dela é subir no palco, nos pressionar ao máximo e tentar conquistar nosso público”, pontuou o baixista. “Brian disse que os tínhamos assustado bastante. Pensei: ‘Ótimo, cumprimos nossa missão’. Claro que não fez diferença nenhuma para o Queen, eles ainda são maravilhoso. Mas é bom causar polêmica”, brincou. No bate-papo o The Boss ainda falou sobre a sua presença de palco, que sempre foi energética, o que se destaca em relação aos baixistas de outras bandas. “No início, quando tínhamos vocalistas que não se mexiam tanto, eu tinha que cobrir mais o palco. Era meu trabalho. Depois que Bruce chegou, eu não precisei mais ficar no meio do palco – apesar do que ele diz. Mas sempre quis continuar em movimento. Hoje em dia, preciso de mais esforço para atravessar o palco sem escorregar no meu próprio suor. Sempre pratiquei muitos esportes, no entanto. Ainda corro bastante e jogo tênis”. Via: RockBizz

Produtor musical lamenta que só gente rica e filhinhos de papai fazem sucesso na música hoje em dia
O estereótipo de uma estrela da música é ser famoso, ter muitos hits no topo das paradas de sucesso, nadar em dinheiro – no melhor estilo Tio Patinhas – e ser bem-sucedido em todo e qualquer empreendimento que encostar o dedo. Em décadas atrás isso era bem comum de se ver, todavia, a realidade da atual indústria musical é bem diferente disso. Hoje em dia, o mercado fonográfico está repleto de artistas fabricados por pessoas de alto poder aquisitivo, mas de pouco ou nenhum talento. Em vídeo em seu canal, o produtor musical Rick Beato abordou este espinhoso assunto e também lamentou que só gente rica e filhinhos de papai fazem sucesso na música hoje em dia. “Eu me mudei para Atlanta para fazer música”, começou Rick. “Tinham muitas salas de ensaio ao redor da cidade como Avatar Studios, Metro e Black Box. Dia e noite esses e muitos outros lugares estavam cheios de bandas ensaiando. E não era só em Atlanta! Todas as cidades eram assim! Seattle, Phoenix, Los Angeles e Nova York tinham salas de ensaio com bandas ensaiando”. “Com o dinheiro que eu fazia trabalhando como bartender, eu pagava meu aluguel e ainda ia tocar com umas cinco bandas diferentes. Dava para trabalhar em emprego normal e fazer esse tipo de coisa”, contou. Ele continuou: “Mas, depois da crise financeira de 2008, o rock meio que morreu em 2012 com a presença massiva das mídias sociais. Estou levantando essa questão porque agora o top dez no Spotify é composto por artistas de famílias ricas. Ter pais ricos na indústria musical não é uma coisa nova. O pai da Taylor Swift, Scott Swift, investiu quinhentos mil dólares na gravadora da cantora, Big Machine, quando ela começou. A gente pode seguir citando muitos outros exemplos”. “O ponto é que a maioria das pessoas no music business agora têm pais que são famosos, ou que estão na ramo da televisão e cinema, ou que são de famílias ricas. As pessoas mais ricas são as que conseguem focar na música, pois não precisam trabalhar. Elas não têm a pressão de ter que trabalhar e ainda têm os pais que colocam dinheiro para contratar os maiores produtores, engenheiros e compositores para trabalhar com elas. Isso não significa que elas não têm talento. Mas, historicamente, as bandas que fizeram sucesso como Beatles, Black Sabbath, The Kinks, The Who e muitas outras vieram de uma realidade humilde, então, elas tinham do que falar. Isso as pessoas ricas francamente não têm”, acrescentou. “E como não têm mais dinheiro na indústria musical como antigamente, a maioria das coisas que você vê por aí têm financiamento de pais ricos. É muito difícil vingar na música hoje em dia se você não tiver pais ricos. É apenas a minha observação”, concluiu. Via: RockBizz

Rock brasileiro em luto: guitarrista Luiz Carlini morre aos 73 anos
Rock brasileiro em luto! O guitarrista Luiz Carlini morreu na última quinta-feira, dia 07 de maio, aos 73 anos, em hospital da cidade natal de São Paulo. A família do artista não revelou a causa de sua morte. Ele é considerado, junto com o amigo Sergio Dias, dos Mutantes, um dos maiores guitarristas do rock brasileiro de sua geração. Conviveu, acompanhou a trajetória e foi roadie dos Mutantes, seus vizinhos no bairro da Pompeia, berço do rock paulista. Criou a banda Tutti Frutti, que durante os anos 70 gravou e tocou com Rita Lee, compondo e participando de alguns dos maiores sucessos da cantora. É autor daquele que é considerado o mais importante solo de rock na música brasileira, inserido em Ovelha Negra, de Rita Lee, canção incluída no álbum Fruto Proibido, também um dos principais discos de rock e de música brasileira de todos os tempos. Foi o guitarrista solo do Camisa de Vênus na volta do grupo nos anos 90, tocou com Titãs, Barão Vermelho, Capital Inicial e outros grupos, foi líder das bandas de Erasmo Carlos e Guilherme Arantes. Foi responsável pelos shows de casas como Paulicéia Desvairada, criada por Nelson Mota nos anos 80, e Victoria Pub, onde se apresentou para plateias como as bandas Queen, Van Hallen e Peter Framptom. Gravou com Eric Burdon, vocalista dos Animals e participou de mais de 400 discos de cantores e músicos diversos. Luiz Carlini continua liderando a banda Tutti Frutti em shows pelo Brasil e participando de gravações de estúdio com grandes artistas da música brasileira. Via: RockBizz

Iron Maiden nunca cobrará preços exorbitantes por seus shows: “Não queremos gente rica na frente do palco”
No tapete vermelho da premier do documentário Iron Maiden: Burning Ambition, que rolou na noite da última terça-feira, 05 de maio, no Cineworld Leicester Square em Londres, Inglaterra, o vocalista Bruce Dickinson teceu alguns comentários sobre o atual momento da indústria musical. O frontman deixou bem claro que, apesar dos altos custos de uma turnê ao redor do mundo, o Iron Maiden nunca cobrará preços exorbitantes por seus shows, pois não quer “gente rica na frente do palco”. “O problema é que os custos continuam subindo e tudo mais. Mas isso não é desculpa para cobrar preços absurdos pelos ingressos”, afirmou Dickinson. “Sempre tentamos manter nossos preços abaixo da média porque, francamente, não queremos um monte de gente rica na frente do palco”. “Queremos fãs de verdade lá, e eles nem sempre têm muito dinheiro. Então, é muito importante para nós, como banda, ter essa possibilidade. Queremos jovens nos shows, e eles não têm muito dinheiro”, observou. “Eles vão receber dinheiro do pai. Mas, hoje em dia, o dinheiro está curto. Portanto, é importante tentar manter os preços dos ingressos dentro de limites razoáveis”, completou o cantor. Além de contar com a participação da banda – Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith, Bruce Dickinson, Janick Gers e o aposentado Nicko McBrain –, Burning Ambition tem a presença de Rod Smallwoodm empresário do grupo, além de celebridades e músicos como Javier Bardem, Lars Ulrich (Metallica) e Chuck D. A sinopse informa o seguinte: “Com acesso inédito aos arquivos oficiais da banda, Iron Maiden: Burning Ambition traça cinco décadas de uma das jornadas mais icônicas da história da música. Com entrevistas com a banda e colaboradores como Javier Bardem, Lars Ulrich e Chuck D, este filme eletrizante oferece um olhar íntimo sobre sua visão intransigente e conexão inabalável com seu exército global de fãs”. Via: RockBizz

Especial Bangers Open Air 2026: Evergrey aposta em densidade emocional e entrega contraste marcante
São Paulo — Em meio ao peso predominante do line-up do Bangers Open Air 2026, a apresentação dos suecos do Evergrey trouxe um contraste marcante: menos agressividade direta, mais densidade atmosférica e carga emocional — sem abrir mão da potência sonora. Escalado para o dia 25 de abril no Memorial da América Latina, o grupo liderado por Tom S. Englund integrou um dos dias mais diversos do festival, ao lado de nomes como In Flames, Killswitch Engage e Korzus, reforçando a proposta plural do evento. Atmosfera densa e precisão ao vivo Conhecido por sua abordagem introspectiva dentro do metal progressivo, o Evergrey construiu sua apresentação sobre camadas sonoras densas, alternando momentos de peso cadenciado com passagens melódicas carregadas de dramaticidade. A banda, que segue divulgando o álbum Theories of Emptiness, manteve a linha estética que a consagrou: riffs pesados, teclados atmosféricos e vocais carregados de emoção. O Setlist vem trazendo cada vez mais músicas novas e, é claro que Tom e banda trouxeram já três singles dos novo álbum, “Architects of a New Wave” que será lançado pela Napalm Records em 05 de junho de 2026. “Falling from The Sun” do último álbum abriu o show mas “Oxygen!”, a faixa-título do novo álbum, “Architects of a New Wave”, “My Heart is on Fire” e “Leaving the Emptiness” foram apresentadas ao público debaixo de um calor bem brasileiro. O público brasileiro, historicamente receptivo ao Evergrey, respondeu com atenção e envolvimento a cada transição dinâmica do show — um comportamento distinto do mosh constante visto em outras apresentações do festival. Em vez disso, o que se viu foi uma plateia imersa, acompanhando nuances e climas, evidenciando o apelo mais emocional da banda. A relação da banda com o Brasil também pesa nesse cenário. O próprio Englund já destacou em ocasiões anteriores o carinho pelo país e pela energia do público local, fator que frequentemente se reflete em performances mais intensas e comunicativas. Um respiro progressivo em meio ao peso do festival Dentro de um evento marcado por vertentes mais extremas e diretas do metal, a apresentação do Evergrey funcionou como um ponto de inflexão estética. Ao apostar em complexidade estrutural e carga emocional, o grupo sueco entregou um show que não dependeu apenas de impacto, mas de construção — reforçando sua identidade única no cenário. No contexto do Bangers Open Air 2026, a performance do Evergrey não foi apenas mais um show no line-up: foi um lembrete de que o metal também encontra sua força na introspecção e na profundidade musical. Fotos: Luiz Hessel Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Evergrey Bangers 2026

Especial Bangers Open Air 2026: Arch Enemy entrega peso e espetáculo, mas esbarra em falhas técnicas no fim do primeiro dia do festival
São Paulo — A apresentação do Arch Enemy no Bangers Open Air 2026 carregava todos os elementos para ser um dos pontos mais altos do festival: status de headliner, nova formação cercada de expectativa e um repertório consolidado dentro do death metal melódico. O resultado, no entanto, foi uma performance dividida entre a força musical da banda e limitações técnicas que impactaram diretamente a experiência ao vivo. Escalado para encerrar o primeiro dia no Hot Stage, o grupo assumiu a vaga deixada pelo cancelamento do Twisted Sister e entrou em cena com a promessa explícita de “pure fucking metal”, estampada no pano de fundo do palco — uma declaração que, em termos de entrega e energia, foi cumprida. Nova fase e expectativa em torno da formação A apresentação também marcou um momento de transição importante. Com mudanças recentes na formação, a banda trouxe a vocalista Lauren Hart para assumir um posto historicamente ocupado por nomes como Angela Gossow e Alissa White-Gluz. No palco, Hart demonstrou entrega física e presença, sustentando boa parte da agressividade exigida pelo repertório, ainda que sob forte escrutínio do público. A performance evidenciou um período de adaptação natural para uma banda em reformulação, especialmente em um contexto de grande visibilidade como um festival desse porte. O setlist apostou em segurança, revisitando momentos marcantes da discografia, com destaque para faixas como “Ravenous” e “Nemesis”, que garantiram maior resposta do público. No entanto, o principal fator que marcou a apresentação foi negativo: problemas de som recorrentes comprometeram a clareza musical. Durante boa parte do show, a mixagem apresentou desequilíbrios significativos, com a bateria de Daniel Erlandsson excessivamente alta e processada, encobrindo guitarras e baixo. O resultado foi um “bloco sonoro” pouco definido, que dificultou a distinção das linhas melódicas — elemento central na proposta do Arch Enemy. Em diversos momentos, o público parecia reconhecer as músicas apenas nos refrães, evidenciando o impacto direto da falha técnica na experiência coletiva. Volume extremo e repercussão além do público O problema não se restringiu à equalização interna do show. O volume elevado do festival como um todo gerou repercussão externa, com moradores da região relatando níveis de som acima do recomendado, chegando a picos de cerca de 80 decibéis — acima dos limites indicados para o período. Curiosamente, esse excesso de volume atingiu um de seus pontos mais críticos justamente durante a apresentação do Arch Enemy, amplificando tanto o impacto físico quanto os problemas de definição sonora. Mesmo com as limitações técnicas, o Arch Enemy demonstrou por que ocupa posição de destaque no cenário global. A execução energética, o repertório consistente e o peso característico estiveram presentes — ainda que parcialmente ofuscados. No contexto do Bangers Open Air 2026, o show deixa uma impressão ambígua: musicalmente potente, mas tecnicamente comprometido. Para uma banda cuja identidade depende da precisão em meio à agressividade, ficou a sensação de que, naquela noite, o som não fez jus ao próprio peso que o grupo carrega. Fotos: Luiz Hessel Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Arch Enemy Bangers 2026

Dificuldades da era Blaze Bayley não diminuíram o espírito do Iron Maiden, segundo Nicko McBrain
A parceria entre Blaze Bayley e o Iron Maiden foi entre os anos de 1994 e 1999. A união rendeu apenas dois álbuns de estúdio: The X Factor (1995) e Virtual XI (1998) – além da coletânea Best of the Beast, que saiu em 1996 e contou com o single inédito Virus. O vocalista foi demitido da banda inglesa no ano de 1999 para que Bruce Dickinson pudesse fazer seu retorno triunfal ao posto que ocupou boa parte dos anos 80 e a primeira metade da década de 1990. O resto, como dizem, é história, visto que a parceria, desde então, já deu vida a seis discos inéditos. Em entrevista à revista Kerrang, Nicko McBrain falou que as dificuldades da era Blaze Bayley não diminuíram o espírito do Iron Maiden. “Para Blaze, substituir Bruce foi muito difícil! Bruce era mais soprano do que barítono, que é o que eu acho que Blaze era, então houve um problema com os fãs o aceitando. Além disso, estávamos tocando em teatros pequenos e em alguns clubes na Flórida. Mas o ponto é: isso nunca diminuiu o espírito da banda. Em certos shows, Blaze teve dificuldades e os fãs meio que pensaram: ‘Ah, isso não é o Iron Maiden no seu melhor’. Mas ainda éramos o Iron Maiden, só que um Iron Maiden diferente. A essência da banda não mudou nem um pouco”. “Eu adorava o Blaze”, continuou Nicko. “Eu era como um pai para ele, eu dizia: ‘Vou te proteger quando sairmos em turnê’. Passamos muito tempo juntos e eu o adorava. No final, eu tinha minhas dúvidas, digamos assim, sobre algumas das apresentações enquanto nos preparávamos para a turnê do Virtual XI. ‘Mas nunca perdemos a essência do que era o Iron Maiden, especialmente com o Steve [Harris, baixista e líder do grupo]. Steve nunca vacilou e apoiou Blaze incondicionalmente, assim como todos nós. Mas aí começaram a aparecer rachaduras. Parecia que tínhamos que mudar aquilo ou não íamos sobreviver. Então, Bruce voltou, e nós sabemos o que aconteceu depois”, concluiu o baterista. Via: RockBizz

Evergrey mostra a força de seu prog metal no vídeo de Leaving The Emptiness
O Evergrey mostrou a força de seu prog metal no vídeo de Leaving The Emptiness. O som estará presente no novo álbum Architects Of A New Weave, décimo quinto registro de estúdio da carreira da banda sueca, que chegará ao mercado no dia 5 de junho pela Napalm Records. Tom Englund, vocalista do conjunto, disse: “Nosso novo single é uma explosão de energia que te dá vontade de pular. Sabemos disso porque acabamos de tocá-lo duas vezes no Brasil e as pessoas estavam mais no ar do que no chão. Mas não se deixe enganar pela adrenalina. Por baixo da energia, há algo mais cru e uma música sobre o momento em que você para de fugir da dor e finalmente se vira para encará-la”. Architects Of A New Weave teve produção de Tom S. Englund e Vikram Shankar, com a mixagem estelar de Adam “Nolly” Getgood. Track listing de Architects Of A New Weave: 01. Welcome To The Pattern02. The Shadow Self03. Architects Of The New Weave04. The World Is On Fire05. Heaven06. The Script07. Leaving The Emptiness08. Longing09. A Burning Flame10. Call Off Your Lions11. Chains Of Shame12. The Prophecy Via: RockBizz

Casos de família: filho de James Hetfield toma bronca da mãe por publicação constrangedora
O filho de James Hetfield, Castor Virgil Hetfield, tomou bronca da mãe, Francesca Tomasi, por publicação constrangedora nas redes sociais. O rapaz compartilhou uma foto mostrando um aperto de mãos estranho com seu colega de banda, Luca Badan. Na imagem, ambos tiram as mãos de dentro das calças para se cumprimentar. Já na legenda da postagem, o jovem escreveu: “A arte da negociação”. No campo de comentários da postagem, Francesca se manifestou assim: “”Hummm, ‘constrangedor’ é a palavra certa para isso”? Outras pessoas – inclusive brasileiros – também criticaram a forma nada usual de se cumprimentar. Carreira musical Castor Virgil Hetfield é baterista da banda de stoner e groove metal Bastardane, que lançou o single Taciturn & Morose em março deste ano. Além da baterista, o filho do Papa Het divide os vocais com o baixista Luca Badan na banda. Casos de família Vale pontuar que a intimidade do clã Hetfield ganhou notoriedade desde que o rock star pediu sua namorada – Adriana Gillett – em casamento e pegou a ex-esposa de surpresa. Tomasi não gostou de ficar sabendo da novidade pelas redes sociais. Ela queria o mínimo de consideração com um aviso privado da tal boa nova antes de chegar ao público. Além de Castor, de 25 anos, James e Francesca têm mais duas filhas: Cali Tee Hetfield, 27, e Marcella Francesca Hetfield, 24. Via: RockBizz

Burning Ambition é uma boa introdução ao Iron Maiden, segundo Bruce Dickinson
Em uma nova entrevista para o site australiano Heavy, o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, falou sobre o documentário Iron Maiden: Burning Ambition, que chegará aos cinemas no dia 7 de maio e ficará em cartaz por tempo limitado. O filme retrata a “notável trajetória de cinco décadas” da banda britânica de heavy metal, com acesso aos arquivos oficiais do grupo. Bruce disse: “Quando soubemos que haveria um documentário, a primeira coisa que decidimos foi que não queríamos nos envolver em nada, nem na edição, nem nada do tipo”. “É preciso ter uma abordagem imparcial, porque queremos que alguém analise e conte a história. Obviamente, há tanta coisa… este documentário poderia ter dez horas de duração, mas aí todo mundo perderia a vontade de viver [risos]”, continuou. “Então, temos que tornar a história concisa. Alguns fãs dirão: ‘Ah, eles esqueceram isso e aquilo’ – sim, claro, mas para quem não conhece a história do Iron Maiden, esta é uma ótima introdução à banda”, ele acrescentou. E finalizou: “Por isso, queríamos uma perspectiva externa sobre nossa carreira, e não dá para ficar mexendo e entrando a cada cinco minutos dizendo ‘mude isso’ ou ‘não gostei daquilo’, ‘nossa, meu cabelo está bagunçado nessa foto’. Nada dessa baboseira. Não somos um bando de cachorrinhos mimados. Tem seus defeitos e imperfeições, mas acho isso ótimo. Não há nada ali que eu mudaria”. Confira o trailer do documentário abaixo: Via: RockBizz

Especial Bangers Open Air 2026: Smith/Kotzen estreia no Brasil com química explosiva e um dos grandes momentos do festival brasileiro
A aguardada apresentação do projeto formado por Adrian Smith e Richie Kotzen no Bangers Open Air 2026 deixou claro que a parceria vai muito além de um simples “side project”. Em sua primeira passagem pelo Brasil, a dupla entregou um show marcado por entrosamento raro, liberdade criativa e uma energia que rapidamente conquistou o público. Desde a abertura com “Life Unchained”, ficou evidente que o diferencial está na interação entre os dois músicos. Alternando vocais e guitarras, Smith e Kotzen constroem uma dinâmica pouco comum: não há um líder fixo, mas uma troca constante de protagonismo. Faixas como “Black Light” e “Taking My Chances” evidenciaram esse equilíbrio, combinando grooves de hard rock com influências de blues e soul. Ao vivo, o contraste vocal — o timbre mais cru de Smith contra a abordagem mais melódica de Kotzen — se mostrou ainda mais eficiente do que em estúdio, criando uma identidade própria e facilmente reconhecível. Outro destaque foi a base instrumental. A presença de Julia Lage no baixo e Bruno Valverde na bateria trouxe não apenas sustentação, mas personalidade ao som. A cozinha brasileira adicionou precisão e energia, elevando o nível da performance e contribuindo para uma sonoridade mais encorpada ao vivo. Momentos como “Scars” e “White Noise” reforçaram o peso da banda, enquanto “Got a Hold on Me” levou a apresentação a um nível mais performático, com ambos avançando pelo palco em um duelo de guitarras que sintetizou o espírito do projeto: técnica aliada à diversão. Um dos aspectos mais marcantes do show foi a entrega genuína dos músicos. Longe da rigidez de grandes produções, Smith — conhecido por sua postura mais contida no Iron Maiden — apareceu solto, comunicativo e visivelmente à vontade. Essa leveza se refletiu diretamente na resposta do público, que rapidamente se conectou com a proposta mais orgânica e menos formatada da dupla. O show não soou como obrigação de turnê, mas como uma jam session ampliada — um encontro entre músicos experientes que ainda encontram prazer no palco. O ponto alto veio no encerramento. Ao executarem “Wasted Years”, clássico composto por Smith para o Iron Maiden, a apresentação atingiu seu ápice emocional. A reação foi imediata, transformando o momento em uma catarse coletiva — potencializada pelo fato de o próprio autor estar no palco reinterpretando sua obra. No contexto do Bangers Open Air 2026, o Smith/Kotzen entregou um dos shows mais autênticos do line-up. Sem depender de pirotecnia ou excesso de produção, a dupla apostou em musicalidade, interação e presença — e acertou. Kotzen, que já havia passado pelo festival em sua fase anterior como Summer Breeze com o The Winery Dogs, mostrou mais uma vez sua versatilidade e domínio de palco. Mais do que uma curiosidade envolvendo dois nomes consagrados, o Smith/Kotzen se apresentou como uma entidade artística sólida — e, ao que tudo indica, ainda com muito a evoluir. Fotos: Heitor Mota Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Smith/Kotzen Setlist

Especial Bangers Open Air 2026: Amaranthe aposta em potência vocal tripla e entrega total no festival brasileiro
São Paulo — O show do Amaranthe no Bangers Open Air 2026 deixou claro por que a banda sueca conquistou um lugar tão particular dentro do metal atual. Em meio a um lineup mais voltado ao tradicional e ao extremo, o grupo apostou na sua identidade híbrida, mesclando peso com refrões acessíveis e destacando, acima de tudo, seu já característico sistema de três vocalistas — marca registrada que define sua sonoridade. Pontualmente às 14h55, sob um sol intenso no Memorial da América Latina e após o retorno do Nevermore, o Amaranthe subiu ao palco e rapidamente transformou o ambiente em um espetáculo de energia contínua, sustentado por uma execução precisa e uma entrega física evidente de todos os integrantes. Três vozes, uma identidade O grande diferencial da apresentação esteve, como esperado, na dinâmica entre os três vocalistas: Elize Ryd, Nils Molin e Mikael Sehlin. A interação entre vocais femininos melódicos, linhas masculinas limpas e guturais extremos criou uma alternância constante de texturas, permitindo que cada música evoluísse em camadas distintas. Essa estrutura vocal, longe de ser apenas um recurso estético, funcionou como eixo central da performance. A troca fluida entre melodia e agressividade foi executada com precisão, evidenciando um entrosamento que vai além do estúdio e se consolida plenamente ao vivo. Entrega total mesmo sob condições adversas Se tecnicamente o show foi sólido, fisicamente ele exigiu ainda mais da banda. O calor intenso da tarde paulista impôs desafios visíveis: ao longo da apresentação, integrantes removeram partes do figurino e recorreram constantemente à hidratação para manter o desempenho. Ainda assim, a entrega não foi comprometida. Elize Ryd, em especial, manteve presença de palco ativa, interagindo com o público e conduzindo momentos de maior conexão emocional, mesmo sob desgaste evidente. Essa resiliência reforçou um dos aspectos mais marcantes da apresentação: o compromisso com o público. Em nenhum momento houve redução de intensidade — pelo contrário, a banda pareceu utilizar as condições adversas como combustível adicional. O setlist seguiu uma abordagem estratégica, focando em faixas de impacto rápido e reconhecimento imediato. Músicas como “Viral”, “Strong”, “Amaranthine” e “Drop Dead Cynical” funcionaram como pilares da apresentação, mantendo o público constantemente engajado. Sem grandes surpresas estruturais, o show apostou na eficiência: sequência dinâmica, transições rápidas e ausência de quedas de energia — uma escolha coerente para o contexto de festival. Um dos shows mais completos do dia Dentro do Bangers Open Air 2026, o Amaranthe entregou uma das performances mais equilibradas entre técnica, espetáculo e comunicação com o público. O trio vocal não apenas cumpriu seu papel — foi o elemento central que elevou o show a outro nível. Mais do que uma apresentação consistente, o que se viu foi uma demonstração clara de identidade artística. Em um cenário competitivo, o Amaranthe não apenas se destacou — reafirmou que sua proposta, baseada na coexistência de múltiplas vozes, continua sendo uma das mais eficazes e reconhecíveis do metal atual. Fotos: Heitor Mota Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Amaranthe Setlist

Especial Bangers Open Air 2026: Primal Fear abre o domingo do com potência clássica e protagonismo renovado
Domingo cedo, o Primal Fear cumpriu o papel estratégico dentro do festival: dar início ao segundo dia com intensidade máxima e reafirmar a força do heavy/power metal tradicional em um line-up diverso. E a missão foi executada com precisão. Subindo ao palco Hot Stage por volta das 12h50, a banda alemã entregou um show direto, energético e tecnicamente sólido, transformando um horário tradicionalmente desafiador em um dos momentos mais vibrantes da programação. Energia imediata e repertório estratégico Desde os primeiros acordes, ficou claro que o grupo apostaria em impacto imediato. O setlist foi construído como uma sequência de “hinos”, combinando faixas recentes da Domination Tour com clássicos que definem sua trajetória. Músicas como “Chainbreaker”, “The End Is Near” e, principalmente, “Nuclear Fire” funcionaram como catalisadores da resposta do público, que rapidamente entrou na dinâmica proposta pela banda. O momento mais emblemático veio com “Metal Is Forever”, precedido pela tradicional interação com a plateia — um recurso simples, mas altamente eficaz para consolidar a conexão coletiva e reforçar o caráter quase “cerimonial” do power metal ao vivo. Ralf Scheepers: consistência e domínio vocal No centro da apresentação, Ralf Scheepers demonstrou por que segue sendo um dos grandes vocalistas do gênero. Sua performance foi marcada por agudos firmes, sustain consistente e controle técnico mesmo sob condições adversas, como o calor intenso do início da tarde paulistana. Mais do que técnica, Scheepers atuou como condutor do espetáculo, estabelecendo comunicação constante com o público e mantendo o ritmo do show sem oscilações — um fator crucial em apresentações de festival, onde o tempo é limitado e a eficiência é determinante. Thalia Bellazecca: o novo eixo de atenção Se a consistência vocal foi um pilar, o grande destaque visual e técnico da apresentação foi a guitarrista Thalia Bellazecca. Recém-integrada à banda, ela assumiu protagonismo imediato, tanto pela execução precisa quanto pela presença de palco. Seus solos, limpos e articulados, trouxeram uma leitura moderna ao som do Primal Fear, enquanto sua interação constante com o público criou um ponto de conexão adicional. A recepção foi imediata — Bellazecca rapidamente se tornou um dos nomes mais comentados do festival, evidenciando não apenas sua habilidade técnica, mas também seu impacto simbólico dentro do cenário. O show do Primal Fear cumpriu com eficiência aquilo que se espera de uma banda nesse contexto: aquecer o público, estabelecer o tom do dia e entregar um espetáculo sem falhas estruturais. A combinação de repertório assertivo, execução técnica e energia constante resultou em uma apresentação coesa e envolvente. No Bangers Open Air 2026, o Primal Fear não apenas abriu o palco — estabeleceu um padrão. Um lembrete claro de que, mesmo em um cenário em constante transformação, o heavy metal clássico segue plenamente capaz de mobilizar, emocionar e, acima de tudo, resistir ao tempo. Fotos: Heitor Mota Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Primal Fear Setlist

Especial Bangers Open Air 2026: Within Temptation encerra noite com espetáculo cinematográfico
A apresentação do Within Temptation no Bangers Open Air 2026 confirmou o status da banda como uma das maiores forças do metal sinfônico mundial. Escalada como uma das atrações principais do festival, fechando o Ice Stage no dia 26 de abril, a banda entregou um espetáculo que combinou peso, emoção e forte apelo visual — uma assinatura construída ao longo de quase três décadas de carreira . Uma performance construída como narrativa Desde os primeiros momentos, ficou claro que o show não seria apenas uma sequência de músicas, mas uma experiência estruturada. Conhecida por incorporar elementos cinematográficos e narrativos em suas apresentações, a banda liderada por Sharon den Adel construiu uma atmosfera envolvente, alternando momentos de grandiosidade orquestral com passagens mais diretas e modernas. Essa abordagem reflete a própria evolução do grupo, que ao longo dos anos expandiu seu som do metal gótico inicial para uma fusão que inclui elementos sinfônicos, eletrônicos e contemporâneos . Vocal como eixo emocional No centro de tudo, Sharon den Adel entregou uma performance tecnicamente consistente e emocionalmente precisa. Sua voz — marca registrada do Within Temptation — conduziu o espetáculo com naturalidade, transitando entre delicadeza e potência sem perda de controle. Ao vivo, essa versatilidade ganha dimensão ampliada. Em músicas mais conhecidas do repertório recente e clássico, como “Faster” e “Mother Earth”, a vocalista funcionou como elo entre banda e público, mantendo a plateia constantemente engajada . Peso moderno e identidade consolidada Musicalmente, o show refletiu a fase atual da banda, especialmente após o álbum Bleed Out (2023), incorporando riffs mais pesados e uma abordagem mais contemporânea, sem abandonar as melodias marcantes que definiram sua trajetória . A combinação entre guitarras densas, bases eletrônicas e arranjos atmosféricos criou uma parede sonora ampla, capaz de preencher o espaço aberto do festival com clareza e impacto. Resposta do público e fechamento em alta Como uma das atrações mais aguardadas — e em apresentação única no Brasil —, a recepção do público foi imediata. Coros acompanhando refrões, celulares erguidos e uma atenção constante aos detalhes visuais reforçaram o caráter imersivo do show. Ao encerrar a noite, o Within Temptation cumpriu exatamente o papel esperado de um headliner: entregar não apenas um show, mas um espetáculo completo. Um dos grandes momentos do festival No contexto do Bangers Open Air 2026, a apresentação do Within Temptation se destacou pela capacidade de unir técnica, estética e emoção em uma narrativa coesa. Em um line-up marcado por agressividade e diversidade, a banda ofereceu um fechamento grandioso — mais próximo de uma experiência audiovisual do que de um show tradicional. Mais do que reafirmar seu legado, o Within Temptation demonstrou que ainda opera em nível elevado de criatividade e execução. E, no palco do Bangers, isso ficou evidente do primeiro ao último acorde. Fotos: Heitor Mota Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Within Temptation Setlist

Especial Bangers Open Air 2026: Nevermore renasce no Bangers Open Air e inaugura nova era com vocalista inédito
A apresentação do Nevermore no Bangers Open Air 2026 não foi apenas mais um show no line-up: foi um marco histórico. Após mais de uma década de hiato e a morte de seu icônico vocalista Warrel Dane em 2017, a banda retornou aos palcos diante de um público brasileiro que, por anos, tratou essa possibilidade como improvável. O que se viu no palco foi mais do que nostalgia — foi a materialização de uma nova fase. O peso simbólico do retorno Desde os primeiros acordes de “Narcosynthesis”, ficou evidente o caráter quase cerimonial da apresentação. A reunião liderada por Jeff Loomis e Van Williams representa a retomada de um projeto que esteve praticamente inativo desde 2011 e que ganhou novo fôlego a partir de 2024, quando a banda anunciou oficialmente sua volta com uma formação reformulada. A atmosfera no Ice Stage misturava incredulidade e entusiasmo. Para muitos presentes, tratava-se da primeira — e possivelmente única — oportunidade de testemunhar o Nevermore ao vivo em sua “segunda vida”. Berzan Önen: a missão mais delicada do metal O centro das atenções, naturalmente, foi o novo vocalista Berzan Önen. Responsável por assumir o posto deixado por Warrel Dane — uma das vozes mais características do metal moderno —, Önen encarou o desafio com uma abordagem que evitou a imitação direta. Sua performance foi descrita como “honesta” e tecnicamente segura, conseguindo sustentar a dramaticidade e o alcance exigidos pelo repertório sem cair na caricatura . Em vez de tentar substituir Dane, o vocalista optou por reinterpretar o material com identidade própria, mantendo o peso emocional das composições. Em faixas como “Beyond Within” e “The River Dragon Has Come”, ficou evidente sua capacidade de transitar entre agressividade e introspecção — elementos essenciais na estética da banda. Fidelidade ao legado com nova energia Musicalmente, o Nevermore apostou em um repertório focado em sua fase mais celebrada, especialmente o álbum Dead Heart in a Dead World. A execução manteve a complexidade técnica característica do grupo, com riffs intrincados, mudanças de tempo e uma parede sonora densa sustentada pelas guitarras. A nova formação — que inclui nomes como Jack Cattoi e Semir Özerkan — demonstrou coesão e respeito absoluto ao material original, equilibrando precisão técnica e energia de recomeço. Apesar da curta duração do set, cerca de 45 minutos, o impacto foi imediato. A apresentação funcionou como um “rolo compressor”, priorizando faixas mais rápidas e intensas, deixando de lado momentos mais melódicos para manter o público em constante estado de excitação . O show também evidenciou uma escolha estética clara: evitar excessos de produção e focar na música. Sem grandes recursos visuais ou narrativas nostálgicas explícitas, a banda deixou que o próprio repertório falasse — uma decisão que reforça a ideia de continuidade, não de revival. A recepção do público foi calorosa, marcada por uma mistura de reverência ao passado e curiosidade pelo futuro. O encerramento com “Born” consolidou essa sensação: o Nevermore não está apenas revisitando sua história — está reescrevendo-a. Um recomeço legítimo No Bangers Open Air 2026, o Nevermore provou que sua volta não se trata de um exercício de nostalgia oportunista. A presença de Berzan Önen, longe de ser um ponto de ruptura, funciona como elemento central de renovação. A banda retorna com identidade preservada, mas consciente de que entrou em um novo capítulo. E, ao que tudo indica, esse capítulo começa com força suficiente para sustentar o legado — sem depender exclusivamente dele. Fotos: Heitor Mota Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Nevermore Setlist

Especial Bangers Open Air 2026: Angra encerra festival com maior público de todas as edições
Angra Reunion transforma Bangers Open Air em celebração histórica — entre grandiosidade e desafios técnicos São Paulo — A apresentação do Angra no Bangers Open Air 2026, sob o título “Angra Reunion”, foi mais do que um show: foi uma síntese ao vivo de toda a trajetória da banda. Em um espetáculo que ultrapassou duas horas de duração, o grupo reuniu diferentes formações, vocalistas e fases, entregando um dos momentos mais emblemáticos da história recente do metal brasileiro — ainda que não sem alguns percalços técnicos ao longo da execução. Reunião de gerações e narrativa em atos A proposta foi clara desde o início: transformar o show em uma linha do tempo. Dividida em atos, a apresentação começou com a formação atual, marcando a estreia de Alírio Netto como novo vocalista, ao mesmo tempo em que ainda dividia espaço com Fabio Lione em sua despedida oficial. Na sequência, o palco recebeu a aguardada reunião da formação do álbum Rebirth (2001), com o retorno de Edu Falaschi, Kiko Loureiro e Aquiles Priester ao lado de Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli — um encontro que não acontecia há quase duas décadas. Edu também trouxe todos os figurinos icônicos como a jaqueta de couro e o sobretudo vermelho usado na turnê do Temple of Shadows. O desfecho reuniu todos os músicos no palco, chegando a nove integrantes simultaneamente, em um encerramento apoteótico que simbolizou a união de eras e consolidou o conceito de “Angraverso” proposto pela banda. Repertório: uma viagem pela discografia O setlist acompanhou essa estrutura narrativa. Clássicos como “Nothing to Say” e “Angels Cry” abriram caminho para a fase atual, enquanto a parte central mergulhou no período mais celebrado da banda, com destaque para o material de Rebirth, Temple of Shadows e Aurora Consurgens. O encerramento com “Carry On” funcionou como síntese perfeita da proposta: um hino coletivo cantado por múltiplas vozes, representando passado, presente e futuro em um único momento. Além disso, o tributo a Andre Matos adicionou uma camada emocional profunda, com projeções e uso de vocais originais que transformaram o momento em um dos mais marcantes da noite. Grandiosidade de produção — e seus limites Do ponto de vista técnico e visual, o show foi o mais ambicioso da carreira da banda, com uso intensivo de telões, pirotecnia e efeitos cênicos. No entanto, essa própria grandiosidade trouxe desafios. Em alguns momentos, a complexidade do palco — com múltiplos músicos, alternância constante de formações e entradas simultâneas — resultou em pequenas inconsistências de mixagem e equilíbrio sonoro. Trechos com três vocalistas dividindo linhas, por exemplo, ocasionalmente apresentaram sobreposição excessiva, reduzindo a definição individual das vozes. Também foram perceptíveis variações pontuais no volume e na clareza de instrumentos durante transições entre atos, algo compreensível diante da logística envolvida, mas que impactou a experiência em determinados momentos, especialmente para quem estava mais distante do palco. Entre celebração e reconstrução Apesar desses ajustes técnicos, o saldo artístico foi amplamente positivo. O Angra conseguiu algo raro: transformar um show comemorativo em uma experiência coesa, que não apenas revisita o passado, mas aponta para o futuro — simbolizado na figura de Alírio Netto e na continuidade do projeto. No Bangers Open Air 2026, o “Angra Reunion” não foi apenas uma reunião de músicos. Foi um exercício de reconciliação histórica, uma celebração de legado e, acima de tudo, a prova de que poucas bandas conseguem carregar tantas fases distintas e ainda assim soar como uma única entidade. Mesmo com imperfeições técnicas pontuais, o que prevaleceu foi o caráter monumental da apresentação — um capítulo definitivo na história do heavy metal brasileiro. Fotos: Heitor Mota Texto: Editorial Sempre um Rock (Paulo Marinho) Set list by SetListFm: Angra – Bangers – Setlist

Especial Bangers Open Air 2026: Crypta impõe peso e consolida nova fase no Bangers
A banda brasileira mostrou força no Sun Stage e reforçou seu crescimento dentro do metal extremo. A Crypta segue se consolidando como um dos principais nomes do metal brasileiro contemporâneo — e sua presença no Bangers Open Air 2026 reforça esse movimento. Após participação na edição de 2023, ainda sob o nome Summer Breeze, o grupo retorna em um momento de afirmação dentro da cena. Escalada para um dos horários mais relevantes do Sun Stage, a banda encarou a concorrência direta com apresentações de peso como Black Label Society e Killswitch Engage. Ainda assim, atraiu um público expressivo, que ocupou a pista para acompanhar o set preparado pelo quarteto. A apresentação do dia 25 de abril também marcou um momento importante na trajetória recente da banda: além de integrar a reta final da turnê do álbum Shades of Sorrow, o show representou a estreia oficial da guitarrista americana Victoria Villareal, consolidando a nova formação após o período de transição desde a saída de Jéssica Falchi. Peso direto e execução precisa Desde os primeiros minutos, a Crypta deixou clara sua proposta: um show direto, intenso e com pouca margem para respiro. A abertura com “Death Arcana” já estabeleceu o tom, evidenciando a coesão da banda ao vivo. Na sequência, “Lullaby for the Forsaken” reforçou o entrosamento entre Fernanda Lira e Tainá Bergamaschi, especialmente nas passagens mais técnicas e intrincadas. A execução precisa das guitarras destacou a evolução da banda em palco, com uma dinâmica cada vez mais sólida. Mesmo com um bom público desde o início, a movimentação no Sun Stage aumentou gradualmente ao longo da apresentação. Parte desse crescimento se intensificou após o encerramento do show do Killswitch Engage no Ice Stage, quando um fluxo maior de pessoas passou a ocupar a área. Durante “I Resign”, single lançado em 2022 e fora dos álbuns da banda, já era possível perceber a pista mais cheia, com o público se concentrando para acompanhar o restante do set. Com poucas pausas entre as músicas, a Crypta manteve o ritmo alto, emendando faixas com consistência. As rodas começaram a surgir de forma mais tímida em “Poisonous Apathy”, mas ganharam força na reta final, especialmente durante “Trial of Traitors”, quando a resposta do público se tornou mais intensa. Mesmo com a dificuldade natural de acompanhar os vocais mais extremos, a plateia respondeu cantando linhas melódicas de músicas como “The Other Side of Anger” e “Lord of Ruins”, reforçando a conexão com o repertório. Antes do final, Fernanda Lira interagiu rapidamente com o público, questionando se ainda havia energia para mais uma música rápida — o gancho perfeito para “Starvation”, conduzida com intensidade pela bateria de Luana Dametto. A banda ainda deixou o palco momentaneamente antes de retornar para um encerramento marcado por “From the Ashes”, com o público acompanhando o refrão e selando a apresentação em alta. Embora o Sun Stage tenha se firmado como espaço ideal para o metal extremo dentro do Bangers Open Air, a performance da Crypta indica um próximo passo natural. Com presença de palco, resposta de público e consistência sonora, a banda demonstra ter força suficiente para ocupar, em futuras edições, posições ainda mais centrais no festival. Mais do que um show sólido, a apresentação reforçou um cenário evidente: a Crypta não é mais promessa — é realidade dentro do metal brasileiro. Fotos: Heitor Mota Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Crypta Setlist

Especial Bangers Open Air 2026: Korzus estreia nova fase em show intenso para abrir o festival
A apresentação do Korzus no Bangers Open Air 2026 não apenas marcou a abertura de um dos principais festivais de música pesada da América do Sul, como também simbolizou um momento de renovação histórica na trajetória do grupo paulistano. São Paulo — Sob calor intenso e diante de um público já aquecido desde as primeiras horas do festival, o Korzus subiu ao palco Ice Stage no dia 25 de abril para inaugurar o Bangers Open Air 2026 com uma apresentação que equilibrou tradição e renovação. O show consolidou a nova formação da banda, agora com os guitarristas Jean Patton e, especialmente, Jéssica Falchi — um dos nomes mais comentados desta nova fase. Com mais de quatro décadas de história no thrash metal nacional, o grupo apostou em um repertório que transitou entre clássicos como “Guerreiros do Metal” e “Correria” e faixas mais recentes, incluindo o single “No Light Within”, evidenciando uma transição sonora alinhada às mudanças no lineup. A resposta do público foi imediata e intensa. Músicas como “Victim of Progress”, “Mass Illusion” e “Never Die” transformaram a abertura do festival em um verdadeiro rito coletivo do metal brasileiro, reforçando a conexão duradoura da banda com sua base de fãs. Jéssica Falchi: técnica, representatividade e protagonismo O principal destaque da apresentação foi a estreia de Jéssica Falchi em um festival de grande porte com o Korzus. Reconhecida por sua técnica apurada e versatilidade — desenvolvidas ao longo de sua trajetória no metal extremo e em projetos autorais —, a guitarrista adiciona uma nova dinâmica à sonoridade da banda. Sua entrada é significativa não apenas do ponto de vista musical, mas também histórico: Falchi se torna a primeira mulher a integrar o Korzus em mais de 40 anos de carreira, ampliando o debate sobre representatividade no metal nacional. No palco, sua execução precisa e presença segura dialogaram com a agressividade característica do grupo, criando uma ponte consistente entre o legado da banda e uma abordagem contemporânea. Ao lado de Jean Patton, formou uma dupla de guitarras que elevou o nível técnico da apresentação e reforçou a proposta de renovação criativa. Renovação sem ruptura A participação do Korzus no Bangers Open Air evidencia um movimento claro: renovar sem romper com a identidade construída ao longo de décadas. A nova formação já trabalha na composição de um próximo álbum, indicando que esta fase vai além de uma simples mudança de integrantes — trata-se de uma reconfiguração artística mais ampla. Ao abrir o festival com energia e precisão, o Korzus reafirmou sua relevância no cenário do metal brasileiro e apresentou ao público uma nova protagonista. Jéssica Falchi surge, assim, não como coadjuvante, mas como um dos pilares dessa nova era da banda. Fotos: Luiz Hessel Texto: Editorial Sempre um Rock Set list by SetListFm: Korzus Setlist

Versão do Guns N’ Roses para Hair Of The Dog foi meio que uma cópia, segundo o baixista Pete Agnew (Nazareth)
O quinto álbum do Guns N’ Roses, The Spaghetti Incident? saiu em novembro de 1993 com muitas faixas obscuras do rock n’ roll e principalmente punk rock para um público mais amplo. Além de sons do Sex Pistols, Misfits e The Damned, o classic rock marcou presença com New York Dolls e Nazareth. Durante entrevista à revista Classic Rock, o baixista Pete Agnew (Nazareth) comentou que a versão do Guns N’ Roses para Hair Of The Dog foi meio que uma cópia, não apresentou um toque próprio. “Mesmo antes de eles [Guns N’ Roses] se tornarem uma banda conhecida, fizemos seis shows na Califórnia e eles compareceram a todos. Anos depois, quando já eram estrelas enormes, eles também apareceram na primeira fila de um dos nossos shows em Winnipeg. Eles bateram cabeça e pularam sem parar”. Pete completou: “A versão do Guns N’ Roses foi meio que uma cópia. Eles não tentaram dar o seu toque pessoal. Nós sempre tentamos adicionar nossa própria personalidade às nossas versões, mas esse nunca foi o objetivo com eles. Axl sempre quis cantar Son Of A Bitch. Ele queria soar como Dan McCafferty”. Hair of the Dog está no repertório do álbum homônimo à canção, cujo lançamento original foi em abril de 1975. O disco já vendeu mais de um milhão de cópias e alcançou a décima sétima posição da Billboard 200. Via: RockBizz

Jack Black é só amor pelo seu papel em School of Rock (Escola do Rock): “Sonho realizado”
O filme School of Rock (Escola do Rock), que saiu em outubro de 2003 via Paramount Pictures, teve produção de Richard Linklater, roteiro de Mike White e nomes como Jack Black, Joan Cusack, Mike White e Sarah Silverman no elenco. Na história, Dewey Finn (interpretado por Black) se vê desesperado após ser demitido de sua banda. Sem dinheiro, ele impulsivamente finge ser um educador e consegue um cargo de professor substituto, apesar de não ter nenhuma experiência na profissão. Apesar do início frio em relação aos alunos, Finn cria um vínculo com a garotada e forma uma banda com eles para participar da Batalha de Bandas. O longa se desenvolve nessa aventura rock n’ roll. Em conversa com a BBC, Jack Black foi só amor pelo seu papel em Escola do Rock. “Bem, eu queria fazer um programa de TV infantil antes de surgir esse filme. Eu sou meio criança. Tenho essa energia bem maluca, essa loucura, essa coisa ridícula que funciona com as crianças. Unir rock e com esse mundo foi um sonho que se realizou”. “Escola do Rock é definitivamente o ponto alto da minha carreira, posso dizer isso. Honestamente”, destacou o ator, que é realmente fã de rock. Black encerrou pontuando sobre a natureza universal do filme, que alcança pessoas de todas as idades: “Eu acho que é tanto para os pais quanto para as crianças. O filme diz que, se as crianças querem explorar seus lados artísticos, você tem que deixá-las, senão estará privando-as de parte da magia da vida”. Via: RockBizz