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ZZ Top promete festa em seu retorno ao Brasil: “Queremos novas gerações conosco”

Entrevista por Carlos Ferracin e Jéssica Marinho Após 16 anos longe do Brasil, o ZZ Top desembarca no país neste mês com a turnê The Big One! , que inclui três shows. A passagem marca apenas a segunda visita da banda ao território brasileiro e acontece em um momento de profundas

Por WikiMetal 3 horas atrás
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ZZ Top promete festa em seu retorno ao Brasil: “Queremos novas gerações conosco”

Entrevista por Carlos Ferracin e Jéssica Marinho

Após 16 anos longe do Brasil, o ZZ Top desembarca no país neste mês com a turnê The Big One!, que inclui três shows. A passagem marca apenas a segunda visita da banda ao território brasileiro e acontece em um momento de profundas mudanças em sua formação. A lendária banda de blues rock vai passar por Porto Alegre dia 18, no KTO Arena, em Curitiba dia 20, no Igloo Super Hall e em São Paulo dia 21, no Suhai Music Hall. Os ingressos estão à venda por meio do site Uhuu!.

A morte de Dusty Hill, em 2021, levou Elwood Francis, antigo técnico de guitarra do grupo, a assumir o baixo. Em agosto deste ano, o ZZ Top também perdeu Frank Beard, baterista que integrou a banda desde 1969 e morreu aos 77 anos, após enfrentar problemas de saúde que o afastaram dos palcos durante boa parte de 2026. Para substituí-lo, foi escolhido Michael Monahan, nome indicado pelo próprio Beard.

Aos 76 anos, Billy F. Gibbons segue como o último representante da formação clássica em atividade. Em entrevista ao Wikimetal, o guitarrista falou sobre carreira, nova fase da banda, legado deixado pelos ex-companheiros e a turnê no Brasil.

Wikimetal: O último álbum de estúdio com material inédito do ZZ Top, La Futura, foi lançado em 2012. Desde então, a banda passou por profundas mudanças, com a perda de Dusty Hill, em 2021, e de Frank Beard. Nesse período, você também lançou trabalhos solo. Existe a possibilidade de um novo álbum de inéditas? Se essas músicas chegarem ao estúdio, elas serão lançadas sob o nome ZZ Top? E como você enxerga a identidade da banda nesta nova fase?

Billy Gibbons: Há novos trabalhos gravados, previstos para serem lançados sob o nome Billy F Gibbons & The BFG Band em 2027. Novas gravações do ZZ Top também estão em gestação, com um lançamento previsto para o próximo ano. Muita sonoridade crua e pesada nos sulcos dos discos.

WM: Você perdeu Dusty Hill, em 2021, e agora Frank Beard, em agosto deste ano. Foram seus companheiros durante décadas e parte fundamental da identidade musical do ZZ Top. Como você tem lidado com essas duas perdas, tanto pessoalmente quanto como músico? Após compartilhar tantos anos de estrada com eles, o que significa continuar levando o nome ZZ Top aos palcos e como pretende preservar o legado dessa formação histórica? 

BG: D & F [Dusty e Frank] orientaram a sonoridade do ZZ para que ela continuasse viva, por meio de decisões sábias e ponderadas. O show continua honrando esses desejos. Pode-se dizer que o ZZ é mais do que uma banda; é, na verdade, uma continuidade cultural. A sonoridade do grupo permanece sólida, sustentada por seus integrantes, enquanto cada um de nós continua desempenhando o seu papel.

WM: Lançado em 1983, Eliminator transformou o ZZ Top em um fenômeno global, combinando o blues rock característico da banda com sintetizadores, baterias eletrônicas e videoclipes que marcaram a era da MTV. O álbum trouxe clássicos como “Gimme All Your Lovin’”, “Sharp Dressed Man” e “Legs”. Na época, como vocês chegaram a esse equilíbrio entre a tradição do blues e uma produção mais moderna? Vocês tinham consciência de que estavam criando um disco capaz de ampliar tanto o público da banda e se tornar uma referência cultural por décadas?

BG: Há muito tempo comparamos nossa adoção da tecnologia contemporânea àquele momento, em meados da década de 1940, em que Muddy Waters “descobriu” a eletricidade. Essa mudança permitiu que Muddy Waters, por manter a mente aberta, se tornasse o que hoje chamamos de alguém que adota novidades com facilidade — um verdadeiro salto quântico para a época. Sempre acreditamos que a tradição do blues e a inovação contemporânea são bastante compatíveis. Novos sons continuam a evoluir e, paradoxalmente, acabam se tornando, de certa forma, uma “tradição”.

WM: O documentário ZZ Top: That Little Ol’ Band from Texas revisita a trajetória do grupo, enquanto o álbum RAW apresenta uma abordagem mais direta e orgânica das músicas, gravadas em um ambiente intimista. Ao olhar para essa história, que memórias ou aspectos da banda você considera essenciais para entender quem vocês realmente são? 

BG: O filme sobre o ZZ Top reflete, provavelmente, aquela decisão fundamental de atuar como um trio — já que nossa banda anterior, The Moving Sidewalks, era um quarteto. Fomos inspirados pelo Jimi Hendrix Experience e pelo Cream a buscar a maior simplicidade possível, explorando as possibilidades do minimalismo. Simplificamos tudo, mantivemos a fidelidade ao blues e aumentamos o volume; tem sido uma jornada incrível desde então.

WM: Como as raízes do blues, do rock sulista e de artistas que influenciaram sua formação continuam presentes na música do ZZ Top, mesmo após tantas décadas e transformações tecnológicas?

BG: É basicamente isso: inspirados por nomes como B.B. King, Muddy Waters, Jimmy Reed, Albert King, Lightnin’ Hopkins, Howlin’ Wolf, entre outros, buscamos essa interpretação: manter a essência do blues aliada a um rock de sonoridade mais incisiva. É disso que sempre se tratou.

WM: O ZZ Top teve uma única passagem pelo Brasil em 2010, quando se apresentou no festival SWU, em Itu, em uma rara oportunidade para os fãs brasileiros verem a banda ao vivo. Que lembranças você guarda daquela experiência e do contato com o público brasileiro? Para quem esperou tantos anos por uma nova oportunidade de assistir ao ZZ Top, o que podemos esperar deste show?

BG: É aquela intensidade tipicamente brasileira que nos impressionou profundamente: talvez um dos públicos mais entusiasmados para quem já tocamos — uma fonte de energia que impulsiona uma onda de inspiração criativa. Esperamos que novas gerações se juntem a nós para mostrar como o Brasil gosta de festejar. E nós, certamente, seremos os responsáveis ​​pela trilha sonora.

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Tags: zz top
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Redação

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Fonte: WikiMetal