Alguns chamam de estrela, outros de sorte. Mas, na real, o nascimento do Charlie Brown Jr., há 30 anos, é um exemplo raro e perfeito de uma banda que, com o seu discurso direto e reto, conquistou em pouco tempo a mente e o coração dos jovens de todo o Brasil.
Criado em 1992 por Chorão (Alexandre Magno Abrão; 1970-2013), o Charlie Brown Jr. equalizou arte e oportunidade no final dos anos 90, quando o rock brasileiro buscava afirmar suas origens e o vento que levava a maresia para as pistas de skate de Santos, no litoral de São Paulo, soprou a favor dele e sua turma ao topo do rock nacional.
Liderado pelo original e explosivo Chorão, o grupo produziu uma extensa e valiosa obra, principalmente na primeira década de sua carreira. Um letrista completamente alinhado com a vibe e as dores de sua geração, ele foi um artista comprometido em fazer sempre o melhor para seus fãs.
E como o assunto política está dominando o nosso dia a dia, a viúva do Chorão, Graziella Gonçalves, falou sobre a inclinação ideológica da estrela do rock nacional. Ela comentou também sobre um vídeo antigo do músico sob suposta crítica a Lula e declarou que o roqueiro jamais apoiaria candidatos de extrema-direita.
“Quem escuta Charlie Brown e acha que [o Chorão] apoiaria esse candidato 22 [Flávio Bolsonaro], desculpa, você tá escutando errado. E esse vídeo que tá rolando aí que ele fala de Lula, Zóio de Lula, gente, vocês têm que ter uma noção de contexto, de brincadeira”.
“O Alexandre nunca gostou de política nem de políticos, mas ele era uma pessoa humana, que lutava pela vida, pelos direitos, era uma pessoa extremamente generosa e preocupada”, ressaltou Graziella.
“Pessoas das nossas famílias se beneficiaram de políticas públicas pra morar, pra estudar, pra viver. Então, ele jamais apoiaria pessoas envolvidas com as coisas que a gente sabe que essa família está envolvida. Então, jamais 22. 13, Chorão é 13”.
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Fonte: RockBizz
