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“Vamos de Lula; não dá para votar em playboyzinho”, diz Jão, guitarrista do Ratos de Porão

O Ratos de Porão sempre expôs os problemas sociais, econômicos e políticos do Brasil em suas músicas. Álbuns como Crucificados pelo Sistema (1984), Descanse em Paz (1986), Brasil (1989), Século Sinistro (2014) e Necropolítica (2022) exemplificam muito bem este ponto. Além das mús

Por RockBizz 10 horas atrás
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“Vamos de Lula; não dá para votar em playboyzinho”, diz Jão, guitarrista do Ratos de Porão

O Ratos de Porão sempre expôs os problemas sociais, econômicos e políticos do Brasil em suas músicas. Álbuns como Crucificados pelo Sistema (1984), Descanse em Paz (1986), Brasil (1989), Século Sinistro (2014) e Necropolítica (2022) exemplificam muito bem este ponto.

Além das músicas, os músicos da banda também usam as plataformas digitais para apresentar suas convicções e reflexões. Mesmo com o feedback negativo de alguns internautas, os caras não se intimidam e marcam território com as suas ideias.

E foi pelas redes sociais que o guitarrista Jão – nascido João Carlos Molina Esteves – revelou seu voto e teceu algumas palavras sobre as eleições e sobre o atual momento político do Brasil.

“Vou te falar uma parada! Se há uma raça que eu sempre tive uma aversão é o político. Nos anos 90 e 2000, eu nem ia votar. Estamos vivendo em um momento diferente! É até constrangedor vir aqui falar que eu vou votar no Lula. Eu vou votar no Lula.

Não vou fazer ‘L’ e nem vou por camiseta de seleção, não estou achando graça, estou de saco cheio dessa merda toda. E a gente acaba esquecendo que o político trabalha pra gente. Qualquer político tinha que mostrar serviço, resultado – do vereador até o presidente”.

“Vamos de Lula porque é o seguinte: melhor uma democracia tosca do que nenhuma. Os caras da minha idade que viveu a infância e boa parte da juventude num regime militar sabe do que estou falando”, pontuou.

“Então, não dá para votar em playboyzinho, miliciano, mau-caráter e ladrão. A gente vai ter que votar no Sr. Luiz Inácio. Mas a parada é o seguinte, é um senhor de 80 anos – a esquerda está dependendo de um velho de 80 anos para sobreviver.

A direita é morta, também. A extrema-direita tomou conta, mas os mais incautos não percebem isso. Vão perceber na hora que perder a aposentadoria, bolsa-família… Sem democracia, nem isso a gente vai ter”, completou o guitarrista.

 

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Fonte: RockBizz