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Tom Morello diz que nem toda banda deve ser politizada: “Precisa ser autêntica”

Tom Morello explicou o motivo pelo qual nem toda banda precisa ser politizada. Em sua visão, o músico afirma que, para que uma faixa seja boa, ela precisa ser autêntica e não feita simplesmente para agradar as pessoas e, principalmente, ele. Em entrevista à rádio Star FM , Tom ci

Por WikiMetal 2 horas atrás
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Tom Morello diz que nem toda banda deve ser politizada: “Precisa ser autêntica”

Tom Morello explicou o motivo pelo qual nem toda banda precisa ser politizada. Em sua visão, o músico afirma que, para que uma faixa seja boa, ela precisa ser autêntica e não feita simplesmente para agradar as pessoas e, principalmente, ele.

Em entrevista à rádio Star FM, Tom citou que, embora faixas como “War Pigs”, do Black Sabbath (descrita por ele como “uma das canções políticas mais impactantes já feitas”), e “Run to the Hills”, do Iron Maiden (que retrata o genocídio indígena), tenham peso, o músico explicou que a força de uma música está unicamente em sua honestidade. Para comprovar seu ponto, o guitarrista utilizou o Mötley Crüe e as letras escritas por Rob Halford no Judas Priest.

“Para mim, a música precisa ser autêntica para ser boa. Se eu não escrevesse canções sobre injustiça, estaria sendo falso e não conseguiria fazer uma música que se conectasse com as pessoas. Outras bandas, como o Mötley Crüe, que escreve sobre groupies e coisas do tipo, também são autênticas, e isso faz com que suas músicas tenham força. As letras de Rob Halford abordam uma ampla variedade de temas, mas são muito autênticas… e transmitem essa autenticidade”, explicou [transcrição via Igor Miranda].

Segundo Tom, para uma banda se conectar com as pessoas, ela deve ser fiel ao que ela defende e acredita. “Minha mensagem é: ‘Não faça música política para agradar Tom Morello’. Faça música que seja fiel ao que você acredita. É assim que você pode se conectar com as pessoas”.

Tom Morello ainda fez um alerta ao perigo da autocensura

Na conversa, Tom Morello ainda alertou sobre o perigo da autocensura, pois, segundo ele, um artista que possui ideias sobre as injustiças do mundo e que não lança nada relacionado ao tema por medo de a música não ir às rádios ou receber comentários desagradáveis de fãs, presta um desserviço a seu próprio trabalho e à época em que vive.

“Se você é um artista que tem ideias sobre as injustiças do mundo e se censura por medo de perder alguma coisa, porque uma rádio não vai tocar suas músicas ou porque alguns fãs vão escrever comentários desagradáveis, então, para mim, isso significa prestar um enorme desserviço a si mesmo e à época em que vive”, finalizou.

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Categorias: Notícias

Vitor Melo

Atual repórter do Wikimetal, estudante de Jornalismo e fã de metal, em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Sempre gostou de escrever e encontrou no jornalismo musical a sua vocação. Seus principais ídolos são Steve Harris, Adrian Smith e Ozzy Osbourne. [email protected]

Fonte: WikiMetal