O guitarrista Rafael Bittencourt usou as redes sociais para se manifestar sobre a recente polêmica no qual envolveu o Angra, sua empresa, o ex-baterista da banda, Marco Antunes, e a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL).
Para quem não sabe da treta, Marco reprovou o uso da camisa do Angra pela Eduarda. Com isso, ele, que foi um dos criadores do grupo, pediu que a parlamentar retirasse a peça e a chamou de demônio precoce.
“Tira essa camiseta, fascistinha de merda, demônio precoce. Como cofundador e anjo brabo precoce, te declaro excomungada”, escreveu o baterista em tom contundente. “E vá para o raio que o parta, psicopatinha de merda. É cada coisa que a gente gostaria de ‘desver’”.
Campopiano, de 23 anos, foi a deputada estadual mais votada de São Paulo, e ganhou fama nas redes com um discurso conservador. Ela também se autointitula como a “inimiga número um das feministas”.
Como o caso vem repercutindo bastante no ambiente virtual, inclusive fora da seara musical, o Angra optou por esclarecer que não tem nada a ver com as manifestações de Marco Antunes contra deputada estadual Eduarda Campopiano.
Depois de todo este falatório, Rafael Bittencourt se posicionou assim: “Tenho acompanhado os acontecimentos dos últimos dias e quero esclarecer minha posição de maneira breve. Sou democrata, progressista e humanista. Essas convicções não são abstratas. Estão presentes na minha vida, nas minhas relações, nas pessoas que amo e na maneira como enxergo o mundo.
Ao longo de 35 anos de carreira, procurei expressar esses valores por meio da minha música, das minhas atitudes e das minhas relações pessoais e profissionais. Não apoio ideias ou manifestações que atentem contra a dignidade humana, a igualdade de direitos e o respeito às diferenças.
Podemos pensar diferente, discordar profundamente e conviver com essa diversidade. Mas democracia, direitos humanos e dignidade são princípios que considero inegociáveis”.
O guitarrista concluiu: “Não pertencem à direita ou à esquerda, nem deveriam depender de qualquer partido ou ideologia. Defender a liberdade de expressão também significa reconhecer a responsabilidade pelo que se diz. Esse direito não deve ser confundido com uma autorização irrestrita para ameaças, discriminação ou violência.
É desanimador perceber que ainda precisamos reafirmar conquistas humanitárias que já deveriam estar consolidadas. Quanto ao episódio recente, considero minha posição esclarecida e não pretendo prolongar essa discussão”.
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Fonte: RockBizz
