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Nem só de Guns N’ Roses vive Slash: Conheça os projetos musicais do guitarrista

Slash volta ao Brasil com um de seus projetos e passará por 4 cidades brasileiras. Slash ft. Myles Kennedy & The Conspirators trará a turnê mundial do novo álbum de estúdio do projeto, Flying Blind , que será lançado em 26 de fevereiro. As apresentações acontecerão em Florianópol

Por WikiMetal 1 hora atrás
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Nem só de Guns N’ Roses vive Slash: Conheça os projetos musicais do guitarrista

Slash volta ao Brasil com um de seus projetos e passará por 4 cidades brasileiras. Slash ft. Myles Kennedy & The Conspirators trará a turnê mundial do novo álbum de estúdio do projeto, Flying Blind, que será lançado em 26 de fevereiro. As apresentações acontecerão em Florianópolis (Arena Opus, 10/04), Curitiba (Live Curitiba, 11/04), Rio de Janeiro (Fundição Progresso, 13/04) e São Paulo (Espaço Unimed, 14/04). Nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, as vendas estão sendo feitas por meio do site da Eventim, enquanto que para o show em Florianópolis acontecem exclusivamente na tiqueteira Minha Entrada.

Nascido Saul Hudson, em 23 de julho de 1965, em Londres, e criado em Los Angeles, Slash cresceu cercado pela efervescência artística de uma cidade que respirava música, cinema e contracultura. Filho de uma figurinista e de um artista gráfico que trabalhou com capas de discos, teve contato contato o universo criativo desde criança. Na adolescência, encontrou na guitarra uma espécie de idioma próprio. Influenciado pelo blues, hard rock britânico e por nomes como Aerosmith, Led Zeppelin e Rolling Stones, começou a trilhar seu caminho por bandas da cena underground de Los Angeles.

O encontro com Axl Rose, Izzy Stradlin e Duff McKagan seria decisivo: em 1985, Slash entraria para o Guns N’ Roses e ajudaria a redefinir o som do rock de sua geração. Mas além da fama no Guns N’ Roses, Slash também participa de outros projetos que merecem atenção.

Slash’s Snakepit: A independência artística

Com as tensões internas do Guns N’ Roses se intensificando nos anos 1990, Slash encontrou no Slash’s Snakepit uma válvula de escape criativa. O projeto nasceu em 1994, inicialmente como uma reunião informal de músicos que compartilhavam ideias e composições, muitas delas concebidas durante o período de gravação dos álbuns Use Your Illusion. O que era material que não se encaixava na dinâmica do Guns acabou se transformando em uma nova identidade musical.

Em 1995, a banda lançou It’s Five O’Clock Somewhere, um disco que preservava a essência do hard rock, mas apresentava uma abordagem mais direta, crua e descompromissada. Com Eric Dover nos vocais, o álbum trazia riffs pesados, solos explosivos e uma atmosfera que remetia ao rock de garagem, sem a grandiosidade característica do Guns N’ Roses. Era Slash experimentando novos caminhos sem abandonar suas raízes.

Anos depois, em 2000, o Snakepit retornou com Ain’t Life Grand, trazendo Rod Jackson nos vocais e uma sonoridade mais coesa. O trabalho mostrava um Slash menos preocupado em reproduzir a fórmula de sua antiga banda e mais interessado em construir uma identidade própria. Embora o projeto não tenha alcançado o mesmo impacto comercial do Guns, foi fundamental para consolidar sua independência artística e mostrar que havia vida — e muito rock — além de Axl Rose.

Velvet Revolver: O renascimento de uma geração

No início dos anos 2000, Slash voltou a se unir a antigos companheiros de estrada. Ao lado de Duff McKagan e Matt Sorum, encontrou no vocalista Scott Weiland, do Stone Temple Pilots, a peça que faltava para formar o Velvet Revolver. A proposta era reunir músicos consagrados em uma banda que não dependesse exclusivamente do passado.

Em 2004, o grupo lançou Contraband, um álbum que combinava a agressividade do hard rock com uma estética mais contemporânea. Faixas como “Slither” e “Fall to Pieces” mostravam a versatilidade de Slash, capaz de construir riffs densos e solos melódicos sem perder a intensidade. O disco foi um sucesso comercial e de crítica, conquistando o Grammys 2005 de Melhor Performance de Hard Rock com “Slither”.

O Velvet Revolver representou uma espécie de segunda juventude para Slash. O projeto provou que a química entre músicos experientes poderia gerar algo novo e relevante. Em 2007, a banda lançou Libertad, aprofundando sua identidade sonora, com composições mais variadas e uma produção que explorava novas texturas. Porém, as divergências criativas e os problemas relacionados à saída de Scott Weiland acabaram interrompendo a trajetória do grupo. Ainda assim, o Velvet Revolver permanece como um dos projetos mais marcantes do rock dos anos 2000.

Slash solo: Um guitarrista, muitas vozes

Em 2010, Slash decidiu explorar uma ideia que já rondava sua carreira: lançar um álbum solo que reunisse diferentes artistas em torno de suas composições. O disco autointitulado Slash trouxe participações de nomes como Ozzy Osbourne, Iggy Pop, Lemmy Kilmister, Fergie e Myles Kennedy. A proposta era escapar de uma formação fixa e experimentar diferentes possibilidades vocais e estilos, mantendo a guitarra como elemento central.

O álbum percorreu diferentes territórios do rock, do peso de “By the Sword” à energia de “Beautiful Dangerous”. Slash mostrou que seu repertório ia muito além de uma única estética, transitando entre hard rock, blues e influências mais contemporâneas.

A experiência também abriu caminho para uma parceria que se tornaria duradoura. Myles Kennedy, vocalista do Alter Bridge, chamou a atenção de Slash durante as gravações e acabou assumindo os vocais na turnê do álbum. A química entre os dois foi tão forte que deixou de ser apenas uma colaboração temporária. Nascia ali a formação que acompanharia o guitarrista em uma das fases mais consistentes de sua carreira.

Slash Featuring Myles Kennedy and The Conspirators: A nova identidade

Com Myles Kennedy nos vocais, Todd Kerns no baixo, Brent Fitz na bateria e Frank Sidoris na guitarra base, Slash encontrou uma banda que funcionava como unidade criativa, e não apenas como suporte para suas composições. O primeiro álbum do grupo, Apocalyptic Love, lançado em 2012, estabeleceu uma sonoridade marcada por riffs robustos, refrões memoráveis e uma energia que parecia capturar a essência do rock clássico sem soar presa ao passado.

Em 2014, World on Fire ampliou essa fórmula com um repertório extenso e intenso, consolidando como uma das bandas mais sólidas do rock contemporâneo. A maturidade criativa veio com Living the Dream (2018) e 4 (2022). Enquanto o primeiro equilibra o peso do hard rock com composições mais elaboradas, o segundo resgata a espontaneidade dos registros clássicos ao ser gravado com os músicos tocando juntos, praticamente ao vivo em estúdio.

Mais do que uma parceria, os Conspirators se tornaram uma extensão artística de Slash, onde o guitarrista pode explorar sua liberdade criativa sem abrir mão da potência que o tornou um ícone. Eles provam isso mais uma vez com Flying Blind, o 5º álbum de estúdio, com lançamento previsto para fevereiro de 2027 pela Gibson Records. E, os fãs poderão conferir de perto durante a passagem de Slash Featuring Myles Kennedy and The Conspirators pelo Brasil.

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Tags: slash
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Jéssica Marinho

Atual Editora do Wikimetal. Jornalista e Fotógrafa em cobertura de shows, resenhas, matérias, hard news e entrevistas. Experiência em shows, grandes festivais e eventos (mais de mil shows pelo mundo). Portfólio com matérias e entrevistas na Metal Hammer Portugal, Metal Hammer Espanha, Metal Injection (EUA), Wikimetal e outros sites brasileiros de cultura e entretenimento. Também conhecida como A Menina que Colecionava Discos - [email protected]

Fonte: WikiMetal