João Gordo e o Ratos de Porão sempre expuseram os problemas sociais, econômicos e políticos do Brasil em suas músicas. Álbuns como Crucificados pelo Sistema (1984), Descanse em Paz (1986), Brasil (1989), Século Sinistro (2014) e Necropolítica (2022) exemplificam muito bem este ponto.
O cantor, em especial, por intermédio de suas redes sociais, canal no YouTube e em entrevistas, ostenta ainda mais as suas convicções e reflexões. Mesmo com o feedback negativo de alguns internautas, o punk rocker não se intimida e marca território com as suas ideias.
Mesmo correndo o risco de represálias, João abordou o tema política em recente conversa com o pessoal do Galãs Feios, via Metrópoles.
“Não tenho paciência para lidar com bolsonarista; estou de saco cheio dessa história. Aquele debate [se referindo ao debate presidencial do canal Bandeirantes, que ocorreu no dia 18 de outubro], aquele Flávio [Bolsonaro] atrás debochando, fazendo careta, instruído pelo Pablo Marçal. Que isso, meu irmão? Que país é este? Eu não aguento mais, são dez anos nesse nhenhenhém de Bolsonaro”.
“Estamos na luta antifascista desde sempre, e depois que entrou essa porra de Bolsonaro acabou de fuder tudo”, ressaltou. “Eu tive o desprazer de encontrar com ele [Jair Bolsonaro] algumas vezes. Encontrei com ele uma vez lá no Senado. Estava trabalhando na MTV, estava entrevistando o [Paulo] Maluf, e eu dei de cara com ele”.
Gordo concluiu: “Eu já sabia quem ele era, pois já tinha visto um monte de coisas dele falando merda. Ele me viu e virou a cara! Não sei se ele sabia quem eu era. Eu reconheci o desgraçado. Depois, eu estava chegando de avião em Cuiabá ou Ribeirão Preto, ele estava nos ombros dos ‘noiaba’, dos gados”.
Fonte: RockBizz
