O Maestrick liberou Zion, primeiro single do quarto álbum de estúdio, previsto para o segundo semestre de 2027. Acompanhada do maior videoclipe já produzido pela banda, a música chegou ao YouTube e às plataformas digitais pela gravadora italiana Frontiers Records três dias antes de o grupo cair na estrada com Roy Khan (Conception, ex-Kamelot) em 12 apresentações pela América do Sul e Europa.
A letra acompanha um cientista que, diante do filho à beira da morte e da indiferença das big techs que ajudou a construir, cria um mundo virtual e transfere para lá a consciência do menino, para mantê-lo vivo enquanto busca a cura.
Dentro dessa criação, o filho passa a ter acesso a todo o conhecimento disponível e entra em conflito sobre o papel do ser humano no mundo.
“No final da música, ele se torna Zion, uma entidade que pretende recriar a sociedade de acordo com sua visão egocêntrica”, explicou Fábio Caldeira, vocalista, pianista e fundador do Maestrick.
Zion é uma fábula sobre tecnologia, poder e luto que conversa diretamente com o presente: inteligência artificial, concentração de poder nas grandes empresas de tecnologia e a fronteira cada vez mais borrada entre consciência humana e máquina.
“‘Este single representa o novo Maestrick: nova formação, energia renovada e olhando para o futuro com muito entusiasmo, nos posicionando definitivamente como parte dele”, ressaltou o cantor.
Sinfônico e eletrônico
“Zion traz o lado sinfônico do Maestrick, influenciado por compositores como Hans Zimmer e Gustav Holst”, definiu Fábio. A faixa avança sobre timbres modernos nos instrumentos e nos vocais, e elementos de música eletrônica e atmosférica aproximam a banda de nomes como Muse, Vola, Spiritbox e Bad Omens.
De faixa bônus a single
Zion nasceu durante a composição de Espresso Della Vita, projeto conceitual dividido em dois discos, Solare (2018) e Lunare (2025).
“A ideia inicial dessa música me surgiu no processo de composição do Espresso Della Vita. Ela seria uma das faixas do Lunare, mas, por não estar finalizada, acabou ficando de fora”, contou Fábio.
Quando a banda fechou com a Frontiers, a música foi retomada para ser faixa bônus da edição japonesa de Lunare.
“Comecei a trabalhar em uma roupagem mais moderna e agressiva para ela, nos moldes do que tínhamos feito no Lunare”, disse. Como o disco já estava fechado conceitualmente, a narrativa da letra mudou junto com o novo arranjo.
“Quando estávamos com a música pronta, percebemos que ela soava como o próximo passo natural do Maestrick”, pontuou. A sugestão de transformá-la em primeiro single do próximo álbum partiu do empresário da banda e foi aceita pela gravadora. Assim, a faixa que quase fechou um ciclo virou a porta de entrada do seguinte.
Fonte: RockBizz
