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Lobão lembra amizade com Cazuza: “Roqueiros, mas éramos dois garotos doces, mimados e filhinho da mamãe”

Agenor de Miranda Araújo Neto – ou simplesmente Cazuza – foi um dos maiores poetas e rock stars da música brasileira. O carioca foi frontman do Barão Vermelho, banda com a qual lançou três discos – Barão Vermelho (1982), Barão Vermelho 2 (1983) e Maior Abandonado (1984). O artist

Por RockBizz 1 hora atrás
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Lobão lembra amizade com Cazuza: “Roqueiros, mas éramos dois garotos doces, mimados e filhinho da mamãe”

Agenor de Miranda Araújo Neto – ou simplesmente Cazuza – foi um dos maiores poetas e rock stars da música brasileira. O carioca foi frontman do Barão Vermelho, banda com a qual lançou três discos – Barão Vermelho (1982), Barão Vermelho 2 (1983) e Maior Abandonado (1984).

O artista nasceu em uma família rica e privilegiada da elite carioca, sendo filho de João Araújo, fundador e presidente da gravadora Som Livre. Apesar do berço de ouro, ele, ao longo de sua vida, adotou posturas rebeldes e de esquerda, criticando abertamente a elite.

Outra figura famosa da elite do Rio é João Luiz Woerdenbag Filho – também conhecido com Lobão. O cantor, que cresceu sob a marca do apelido Xurupito, era muito amigo de Cazuza, com quem compartilhou muitas histórias, aventuras e bagunças.

Em recente entrevista ao canal Garotas do Rock, Lobão lembrou a amizade com Cazuza nos anos 80. Ele contou que a dupla era da pá virada e fazia muitas loucuras para tentar se livrar da pecha de bons meninos.

“No Baixo Leblon [região rica, boêmia e gastronômica localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro], a gente era do Guia Michelin, era como Mickey e o Pateta – nós éramos figuras turísticas e estávamos sempre lá”.

Ele continuou: “O Cazuza era perverso, mijava na careca do freguês. Nós éramos dois demônios, pessoas horríveis. A gente fazia coisas horríveis. Sabe o que a gente era? A gente era muito mimado. A gente era roqueiro, mas a gente sabia que éramos dois garotos doces, mimados e filhinho da mamãe”.

“Então, a gente queria tirar essa pecha, e fazíamos as piores coisas para compensar. Todo mundo queria, de qualquer forma, ser o roqueiro. A gente fazia as piores coisas do mundo – jogava extintor na cabeça das pessoas, era um horror. Se era para ser fodão, a gente fazia o que era de pior. A gente entrou nessa”, acrescentou.

Fonte: RockBizz