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“Existe uma camada extra de inferno para as pessoas que, em momentos de injustiça, permanecem em silêncio”, diz Tom Morello

O guitarrista do Rage Against the Machine, Tom Morello, contestou a ideia de que músicos não deveriam usar sua influência para fins políticos. Em nova entrevista para a Metal Hammer, Morello destacou que as pessoas não deveriam abrir mão do direito de se manifestarem, principalme

Por RockBizz 12 horas atrás
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“Existe uma camada extra de inferno para as pessoas que, em momentos de injustiça, permanecem em silêncio”, diz Tom Morello

O guitarrista do Rage Against the Machine, Tom Morello, contestou a ideia de que músicos não deveriam usar sua influência para fins políticos. Em nova entrevista para a Metal Hammer, Morello destacou que as pessoas não deveriam abrir mão do direito de se manifestarem, principalmente em momentos de grandes injustiças.

“Quando as pessoas dizem que os músicos não devem se envolver em política, significa que elas discordam das suas posições políticas”, afirmou Tom. “No momento em que você escreve uma música que concorda com a política deles, de repente todos te apoiam.

Então, primeiro, é muita hipocrisia; segundo, eu também penso que, por que você deveria abrir mão do seu direito à liberdade de expressão no trabalho que você faz? Só porque isso ofende alguém?”

Morello acrescentou: “Acho que o contrário é que é verdade, acho que você prejudica a si mesmo e ao seu tempo ao censurar quem você é no seu mundo, não apenas como músico, mas também no seu trabalho como jornalista musical, gerente de turnê ou motorista de ônibus; você não deve deixar para trás quem você é e no que acredita”.

“Existe uma camada extra de inferno para as pessoas que, em momentos de grande injustiça, se autocensuram e permanecem em silêncio quando deveriam ter se manifestado, por medo de algum troll da internet”, finalizou o músico.

E por falar em Tom Morello, ele lançou seu primeiro trabalho solo, Everyone Gets Everything They Want, em 25 de setembro pelo selo Mom + Pop Music. O disco consolidou ainda mais a reputação de Morello em fundir rock de alta octanagem com ativismo inabalável, abordando temas como fascismo, direitos dos imigrantes e turbulências políticas globais.

O disco é ancorado no trabalho criativo de Morello na guitarra, combinando riffs estrondosos, solos transcendentais e uma visão lírica intransigente.

Fonte: RockBizz