O primeiro empresário do Black Sabbath, Jim Simpson, voltou a falar sobre as raras e cobiçadas gravações de quando os quatro integrantes originais da banda ainda se apresentavam sob o nome Earth.
Em 2025, semanas antes da morte de Ozzy Osbourne, Simpson havia anunciado a intenção de lançar o material, intitulado Earth: The Legendary Lost Tapes. A coletânea estava prevista para sair em julho de 2025, mas ameaças legais feitas por Sharon Osbourne impediram que o lançamento ocorresse com a aprovação oficial do grupo e fizeram com que a posse do material voltasse para Ozzy, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward.
Agora, em entrevista ao Rockefellas TV, Simpson contou que a ideia inicial surgiu após um café da manhã com Ward em Birmingham, no qual apresentou as gravações e teve a aprovação do baterista. No entanto, ele afirmou que os demais integrantes não demonstraram ter a mesma empolgação de Bill com a possibilidade de lançar as demos.
“Mandei um e-mail para o Tony e pedi para ele repassar para o Ralph [Baker, seu empresário]. Por sua vez, eles repassaram para a Sharon. Eu repassei para o Geezer, e o Bill, claro, já sabia. Os outros não compartilharam do mesmo entusiasmo pelo projeto”, revelou [transcrição via Blabbermouth].
Segundo Jim, o encarte sequer mencionava o nome Black Sabbath ou seus integrantes em questão. “Terminava dizendo: ‘No fim da década surgiu uma banda que não só mudaria a cara da música no Reino Unido, mas criaria seu próprio estilo e partiria para a dominação mundial’. Isso irritou alguém.”
Lucros de demos do Black Sabbath seriam doados à caridade
Com a recusa, Simpson afirmou que, no início de 2026, quando a entrevista foi gravada, as negociações com Sharon ainda estavam “progredindo”, mas que ele já havia tomado uma decisão sobre como administraria os lucros: uma doação para instituições de caridade em Birmingham.
“Logo no começo, me disseram que a banda não queria que acontecesse. Então, em vez de pagar royalties à banda, eu já tinha combinado com uma instituição de caridade de Birmingham chamada St Basils, que ajuda jovens sem-teto. Se a banda não queria receber royalties, eu estava preparado, feliz e encantado em repassar para eles”, explicou.
Reforçando que a fita é um “documento histórico” para qualquer fã do Black Sabbath, Simpson descreveu o conteúdo das nove faixas, que mostram a banda com um som mais voltado ao blues. “Eles eram uma banda de blues quando os conheci. O álbum começa com quatro faixas de blues e algumas de jazz devido ao amor do Tony Iommi pelo jazz cigano. As duas faixas de jazz se chamam ‘Song For Jim’. Uma com o Tony na guitarra, a outra na flauta. As quatro faixas restantes se aproximam, mas nunca chegam totalmente ao que você conhece como Black Sabbath. O som foi ficando cada vez mais pesado aos poucos”, concluiu.
Acordo foi feito em abril
Durante o episódio do podcast The Osbournes, lançado em abril, Sharon comentou o desfecho do caso. “Chegamos a um acordo com o Jim Simpson e a banda agora tem as suas demos de volta. Todos os quatro [integrantes originais do Black Sabbath] são donos, que é onde o material deveria estar. Tudo acabou bem. Vamos conversar sobre o que todos querem fazer com isso e partiremos daí”, revelou [transcrição via Blabbermouth].
Sharon também afirmou ter conseguido os direitos das fotos originais do período em questão e agradeceu a Jim. “Acho que é historicamente importante para os amantes do gênero. E também conseguimos [os direitos das] fotos daquela época. É especial. Estou feliz que esteja com a banda e eles poderão decidir, juntos, o que fazer com isso. No fim das contas, ele fez a coisa certa para a banda”, completou.
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Fonte: WikiMetal
