Fundado em 1977, conhecido pelas melodias contagiantes e pelos sons que desafiam definições de gênero musical, o The Police é um dos grupos mais lendários de todos os tempos com uma arte atemporal que passa de geração a geração.
Apesar de ter vendido 75 milhões de discos, o The Police não caiu de primeira no gosto de todo fã de música e rock. O carioca Ed Motta, por exemplo, em entrevista ao apresentador Rogério Vilela, do canal Inteligência Ltda, contou que tinha um pouco de birra do som do trio – Sting (baixo e vocal), Andy Summers (guitarra) e Stewart Copeland (bateria).
“Eu passei a gostar do The Police muito mais velho”, começou Ed. “Eu tinha pavor do The Police, era música de playboy”.
Ele seguiu analisando a acepção da palavra playboy no Rio e SP: “Quando fala playboy aqui em São Paulo é o cara com grana que tira uma onda. No Rio de Janeiro, o playboy é o cara mais maneiro, meio surfista. Playboy não é o cara rico, necessariamente. Ele tem uma mentalidade de playboy. É o cara que gostava de ir à praia e ouvir The Police”.
“Eu comprei o Synchronicity (1983) na época, e achei incrível o disco, porque eu já gostava do King Crimson e tinha o disco Red (1974). E quando ouvi Miss Gradenko, que está nesse disco Synchronicity, achava que parecia o King Crimson”, observou.
“E eu comprei o Synchronicity escondido! Fui comprar em uma loja diferente que eu comprava pro cara não saber que eu estava comprando aquilo, porque eu era o cara que criticava o The Police e a estética do negócio. Mas anos depois eu fui perceber a qualidade musical daquilo”, concluiu Ed em tom positivo.
Fonte: RockBizz