Sebastião Rodrigues Maia – para os íntimos Tim Maia – foi um dos principais nomes da música brasileira. Navegando pelos mares do blues, soul, rock, funk e MPB, ele colocou na praça vinte e oito registros de estúdio, ultrapassando a marca de um milhão de álbuns vendidos.
Além da música classe A, o Síndico – carinhoso apelido dado por Jorge Ben Jor – era o tipo de pessoa que falava o que dava na telha e não importava com quem fosse se doer com as suas observações e opiniões ácidas e debochadas.
E as suas falas não eram frases de efeito com o intuito de “lacrar” nos meios de comunicação! Tudo surgia de improviso por conta de sua capacidade de raciocinar rapidamente e pelo domínio do linguajar popular.
Um dos pensamentos de Tim, que virou um retrato de sua ironia, é o seguinte: “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”.
Outras falas que escancaram a personalidade espirituosa de Maia são: “Fiz uma dieta rigorosa, cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas perdi 14 dias” e “a diferença entre eu e o Dicró, é que no meu show todo mundo vai, e eu não vou, e no de Dicró, ele vai, mas não vai ninguém”.
Infelizmente, nós perdemos Tim Maia em 15 de março de 1998, aos 55 anos, devido problemas cardíacos, respiratórios e relacionados à diabetes. Embora não esteja fisicamente entre nós, ele deixa um legado musical incrível e “deboches filosóficos” que causariam dor de cotovelo nos maiores pensadores.
Fonte: RockBizz
