Dollflesh lançou Zero, The Digital God, releitura do álbum originalmente apresentado pela banda em 2000. Formado em São Paulo em 1996, o grupo construiu uma identidade bastante particular ao aproximar Metal Industrial, guitarras pesadas, sintetizadores, programações eletrônicas e experimentação sonora.
Após duas décadas de hiato, o retorno oficial em 2025 colocou novamente a banda em movimento, justamente quando esse material histórico passou a receber uma reconstrução completa, preservando sua essência, mas incorporando recursos de produção contemporâneos.
Com 11 faixas e aproximadamente 30 minutos, Zero, The Digital God representa mais do que uma simples regravação. A proposta é revisitar músicas como “DJ Big Toxic”, “Zero”, “White Noise”, “Discharming Man”, “Pin Up”, “Slavery Child Process”, “The Beauty”, “Thanatism (I Just Shot Maila Nurmi)”, “Get Down”, “Porno Devil” e “Wrong” a partir da experiência adquirida pela Dollflesh ao longo de sua trajetória.
A atual formação reúne Droeee nos vocais, teclados, sintetizadores e programações; Pedro Xu nas guitarras; Gui no baixo; e Henrique Pucci na bateria, com uma construção que procura equilibrar o impacto orgânico dos instrumentos com a atmosfera mecânica e eletrônica que sempre esteve no DNA do grupo.
Em paralelo ao álbum, a Dollflesh prepara também um novo conteúdo audiovisual em formato live session. A ideia é registrar a banda tocando ao vivo no próprio estúdio, aproximando o público da dinâmica real da formação e oferecendo uma perspectiva diferente das versões de estúdio.
O projeto terá direção de Daniel Mazza e chega como complemento natural desta nova fase, na qual o grupo vem ampliando sua presença digital e apresentando diferentes facetas de sua identidade. A iniciativa também conversa com a própria trajetória da banda, que desde os anos 1990 trabalha com a tensão entre performance orgânica, tecnologia e experimentação.
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Fonte: WikiMetal
