Em certa medida, os avanços tecnológicos financiam a falta de criatividade e comodidade vigente em boa parte do raio de ação da cena musical. Tais avanços tecnológicos também tendem a diminuir a perícia musical, visto que os erros de performances, por exemplo, são facilmente corrigidos sem se valer do domínio técnico dos instrumentistas.
Em entrevista ao cantor Chris Jericho, vocalista do Fozzy, o dono e frontman do Megadeth, Dave Mustaine, analisou o atual momento da música pesada. Ele também ressaltou que a sua geração do heavy metal era mais genuína.
“A nossa geração do metal… acho que a música era mais genuína”, observou Dave. “Acho que chegou um momento, e não estou dizendo que alguma dessas bandas tenha sido a responsável por isso, mas, por volta da era Linkin Park… as bandas faziam metal usando teclados e coisas do tipo. Arruinou as paradas [de sucesso].
Nos anos 90, o mercado musical foi tomado de assalto pelo o que ficou configurado chamar de nu metal – algumas pessoas também chamavam de new metal. O estilo se caracteriza pela ênfase no groove, com a presença de cacoetes do rap e música eletrônica.
Já as linhas de guitarra navegam pelos mares das afinações baixas, inclusive com o uso de instrumentos de sete cordas. O teor lírico tem o foco nas angústias da vida e toda sorte de sentimentos que as tribulações do dia a dia nos geram.
Bandas como Limp Bizkit, Korn, Disturbed, System Of A Down, Slipknot, Kittie, Static X, Linkin Park, Deftones e Coal Chamber eram alguns dos nomes de destaque na cena, que chegaram, inclusive, fazer turnês e festivais como a galera veterana como o Metallica, Ozzy Osbourne, Megadeth e Slayer.
Apesar do sucesso, o nu metal é visto por muitas pessoas, inclusive músicos, como um estilo de menor valia em relação a outros como thrash metal, death metal e power metal, com isso, o rótulo não é bem-vindo na opinião de alguns artistas.
Fonte: RockBizz
